Muito se tem falado de presidenciais, mas em tempos de défice é bom olhar lucidamente a questão como mais um ponto a discutir da economia e tirar os melhores dividendos disso.
27.7.05
Investimentos
Muito se tem falado de presidenciais, mas em tempos de défice é bom olhar lucidamente a questão como mais um ponto a discutir da economia e tirar os melhores dividendos disso.
26.7.05
Insónia
Conversas Imaginárias
– Claro que sim menino, não se preocupe.
Férias
Gente
21.7.05
Elefante Branco
20.7.05
Coisas da Vida Boa
Diálogos Imaginários
– Charles, por favor esqueça as minhas manias contra o ar condicionado e arranje um logo que possível. Antes uns ataques de rinite do que sufocar neste inferno.
– Com certeza menino, ainda hoje estará a funcionar.
Coisas da Vida Boa
O Verão, apesar do calor. Aliás, se não fosse o calor contra o que é que podíamos resmungar, e sem resmungar como suportar uma existência calma e sem razões de queixa.
Livros
Chegou pelo correio o novo Harry Potter, agora o “Bartleby y compañia” do Enrique Vila-Matas terá de seguir a ritmo mais lento.
19.7.05
Quase Famosos
Rugby
15.7.05
Lisboa
Releio o post anterior (Votar Bloco?) e assusto-me um pouco com o tom panfletário e inflamado. Acho que entusiasmei e procuro uma justificação. Olho pela janela o sol brilhante sobre as colinas de Lisboa, as calçadas brancas a irradiar luz. É fácil gostar desta cidade e deixarmo-nos tolher pela utopia de achar que ela pode sobreviver muito tempo à voragem dos irresponsáveis. E tentar lutar por isso.
13.7.05
Imprescindível
Votar Bloco?
A pergunta poderia ser completamente descabida neste blog, infelizmente não é. Nas eleições para a Câmara de Lisboa, o mais interessante candidato vem mesmo dai, ou melhor, com o seu apoio. José Sá Fernandes apresentou uma candidatura que muitos desejavam. Ele tem sido o chato que todas as Câmaras deviam ter, aquele que acompanha as sessões e deliberações da Câmara, que anda em cima de todas as medidas e obras. Nos pequenos municípios há sempre alguém assim, a maior parte das vezes – quase sempre – apartidário, batendo-se apenas por amor à terra, publicando artigos em jornais locais, promovendo acesas discussões de café. Nas terras pequenas é mais fácil ter este papel, acompanhar toda a actividade camarária, saber das necessidades da população. Em Lisboa é muito mais difícil, não só por questões de escala, mas também pela maior visibilidade ao nível nacional, o que leva também a uma maior manipulação por parte dos partidos. Durante anos foi Gonçalo Ribeiro Telles o paladino da luta por uma Lisboa melhor, porfiou, pensou, escreveu, falou. Tentou por quase todos os meios que Lisboa não caminhasse para ser uma capital terceiro-mundista, sem a qualidade de vida que podia, e devia, ter. Muitas asneiras foram ainda impedidas por ele, por ele e por um grupo de pessoas que sempre o seguiu nesta missão – a memória é grata ao pensar no Movimento Alfacinha. O que sempre faltou a Ribeiro Telles foi a agressividade e acutilância que a idade e a sua postura de Gentleman não lhe permitia. Muitas vezes foi, é, acusado de ser um velho sonhador. Pena é que os seus sonhos se revelem necessidades anos depois de ele os ter revelado, pois é sempre complicado ter razão antes de tempo.
As dúvidas que ainda tivesse dispersaram-se com a entrevista de Maria João Avillez a José Sá Fernandes. A começar pela forma como surgiu a candidatura, não com uma personalidade a avançar e um séquito de apoiantes que nem sabem o que apoiam, mas sim com um conjunto de ideias que colheu contributos de um conjunto de personalidades como Gonçalo Ribeiro Telles, António Barreto e Miguel Esteves Cardoso e que se tornou num programa concreto para a cidade de Lisboa. Depois porque esse programa – vivamente questionado no debate – se baseia numa postura perante a Cidade que não poderia ser mais do agrado de um empedernido conservador inglês, ou seja, uma visão do urbanismo e da vida na cidade mais baseada na “conservação” do que está bem e na óptica do cidadão, do que em obras de fachada dominadas pelo betão.
Não consigo encarar as autárquicas como eleições partidárias, muito antes pelo contrário (tema que desenvolverei noutro post), daí que em Lisboa, tendo em conta os dados conhecidos, votaria – sem olhar para o símbolo se ele aparecer no boletim de voto – na candidatura de Sá Fernandes. Não por mim, não por ele, mas por Lisboa. Como conservador não vejo outra alternativa.
12.7.05
8.7.05
O Nojo
Combate
Gente
7.7.05
Londres
5.7.05
Investimentos
4.7.05
Gente
Compras Imaginárias
30.6.05
29.6.05
Coisas que irritam
Prioridades
28.6.05
Carrilho e Santana. Separados à nascença?
Santana teve a pasta da Cultura, Carrilho também.
Santana é presidente da Câmara de Lisboa, Carrilho é candidato.
Santana foi Primeiro-ministro, Carrilho ambiciona ser.
Santana é um enfant-terrible no partido, Carrilho também.
Santana sempre teve relações crispadas com a imprensa, Carrilho anda agora a insultar jornalistas.
Santana sempre casou e namorou com mulheres bonitas, Carrilho tem uma mulher bonita.
Santana era o rei da noite lisboeta (em particular da Kapital), Carrilho não lhe fica atrás (apesar de preferir o Lux).
Santana é uma vedeta do jet-set e aparece amiúde em revistas cor-de-rosa, Carrilho – com Bárbara e Diniz – está a tentar destronar José Castelo-Branco (em capas e disparates ditos).
No fim disto tudo uma pequena diferença, de facto Santana não é culto e admito que Carrilho o seja. Não serão no entanto muitas semelhanças? Depois do populismo genuíno de Santana, o populismo rive-gauche de Carrilho.
23.6.05
O que é Portugal?
Greves
Bach
22.6.05
21.6.05
Saudações
Hoje
20.6.05
República das Bananas
Diálogos Imaginários
– Com certeza menino, é só um momento.
17.6.05
Sonhar
Humor negríssimo
Cunhal foi, de facto, sempre incómodo.
O DN de Quarta-feira tinha capa dupla com Álvaro Cunhal de um lado e Eugénio de Andrade do outro. Nos quiosques a que fui era a imagem do poeta que estava por cima. Será que anda uma onda reaccionária pelos vendedores de jornais?
15.6.05
Geração Hippie
14.6.05
Verano Azul
Tito (em resposta a um comentário de Piranha): “Demasiado para mi body”
7.6.05
Bravo
6.6.05
Telemóvel
2.6.05
Nee
E agora, qual será a desculpa? Mais uma vez o descontentamento com o governo? Excesso de haxixe? Demasiado tempo de exposição a quadros de Van Gogh? Falta de montanhas? Será óbvio que assumir democraticamente o “Não” como um simples Não é algo que não passará pela cabeça dos anjos democráticos de Bruxelas.
31.5.05
Pergunta
Humildemente pergunto: e porquê?
Coisas da Vida Boa
30.5.05
Diálogos Imaginários
– Falta de tempo, Charles. Falta de tempo.
24.5.05
Não
19.5.05
Treinador de Bancada
Peseiro conseguiu, é certo que só a partir de meio do campeonato, que a equipa jogasse bom futebol, sem dúvida o melhor de Portugal. Fraco consolo. Mais do que a equipa, quem falhou nestes dois jogos foi Peseiro que, depois de conseguir quase tudo, borrou a pintura com asneiras incompreensíveis.
No jogo da Luz entra sem ponta de lança, supostamente deixando Sá Pinto – que não entendo como ainda pode ser titular regular no Sporting – como jogador mais avançado. Claro que não resultou e o Sporting foi absolutamente inofensivo. Até admito que se jogue para o empate, mas pode-se, e deve-se, segurar o jogo de outra forma sem permitir que a outra equipa ganhe confiança e avance no terreno. Foi frango do Ricardo? Claro que foi. Foi falta? Talvez sim, mas não censuro o árbitro por não a marcar. Perdemos bem contra um equipa miserável que sem saber como – mas com vários apoios – ainda vai acabar campeã.
Ontem Peseiro voltou a inventar na equipa inicial. Enakarhire - que até é o melhor central do Sporting - vem de uma lesão e o normal era não ter ritmo de jogo – o que bem se notou na segunda parte –, enquanto Polga, que até já se cansou de disparatar, estava a jogar bem melhor. Tello é dos jogadores em melhor forma, seria justificado remetê-lo a defesa esquerdo? Os russos tinham como maior perigo o contra ataque, facto que até eu que não estudei a equipa sabia, não seria de ter isso em conta? Em todos os cantos ou livres ficava Enakarhire sozinho contra o Love, claro que não podia dar bom resultado e no estádio foi fácil adiantar dois dos golos antes deles acontecerem. Foi confrangedor ver no estádio que equipa teve o jogo na mão e entrou na segunda parte a vir a menos, ao mesmo tempo que Peseiro impassível no banco nada fazia. Parecia óbvio a todos que Custódio devia ter entrado para segurar o jogo pois Rochemback – para mim o melhor em campo – não podia ter pernas para aguentar o ritmo no ataque e na defesa. Lá à frente Sá Pinto foi um total zero durante todo o jogo e só saiu aos 71 minutos. Barbosa não estava em dia sim – e quando assim é já se sabe que é de esperar só meio tempo –, mas Peseiro parece que não viu e ele ficou até ao fim. Douala é – apesar de trapalhão – o desequilibrador do banco do Sporting e só entrou quando tudo estava praticamente perdido.
Peseiro transmite para o público, e imagino que também para os jogadores, uma imagem de nervos e de medo como se o mundo estivesse em vias de acabar. Peseiro teve um trabalho meritório durante a época mas mostrou numa semana aquilo que é, um treinador competente e esforçado, mas sem a garra e o rasgo de um Grande Treinador. Peseiro mostrou que com mediocridade não se chega lá, ficamos quase…
UEFA

18.5.05
Agradecimentos I
Delírio
Ontem foi o Dia do Iogurte. Os iogurtes são muito importantes, são mesmo um elemento essencial ao mundo, fundador do mesmo. O que seria de nós sem iogurtes. Sócrates é nosso primeiro-ministro por causa do Iogurte. O Iogurte é como a Força da Guerra das Estrelas, algo de indefinível e poderoso. Eu comemorei o dia do Iogurte, fiz até um desmedido esforço por encontrar Iogurtes, apenas os preferi trocar, mesmo quando os encontrei, por outros produtos. Sou um pouco anarca e não quis seguir a onda, apesar de saber que ontem todos os portugueses comeram Iogurte, aparecendo mesmo brigadas nas escolas a controlar se o Iogurte era ou não comido. Proponho até criar um verbo Iogurtar – Eu Iogurto, Tu Iogurtas, Ele Iogurta, Nós Iogurtamos, Vós Iogurtais, Eles Iogurtam – que se aplicaria à acção de criar factos (vulgo dias) idiotas a pretexto de tudo e de nada: por exemplo, alguém propõe que haja (se é que já não há) o dia da mulher que sofre maus tratos físicos de maridos mais velhos do que as mesmas e com o recurso ás mãos, eu logo responderia estás a Iogurtar!
15.5.05
Campeonato
13.5.05
Coisas da Vida Boa
11.5.05
Diálogos Imaginários
– Com certeza, menino.
Sobreiros
9.5.05
Teste
1-Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
2-Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
3-Qual foi o último livro que compraste?
“El Viajero Sedentario” de Raphael Chirbes, “La Deshumanización del Arte y otros Ensayos de Estética” de José Ortega y Gasset, “Harry Potter and the Half-Blod Prince” de J.K.Rowling (encomendado).
4-Qual o último que leste?
“A Handful of Dust” de Evelyn Waugh
5-Que livros estás a ler?
“A Loja do Ourives” de Karol Wojtyla (Andrzej Jawien), “Por Tierras de Portugal y de España” de Miguel de Unamuno.
6-Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
A “Bíblia”, “Antologia Poética “ de Vinicius de Moraes,”Toda a Mafalda” de Quino, os "Lusíadas" de Luís Vaz de Camões e a “Cidade e as Serras” de Eça de Queiroz.
Ou, na perspectiva de livros que SÓ leria numa ilha deserta: “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, “Anjos e Demónios” de Dan Brown, “O Zahír” de Paulo Coelho, “Querido Papá” de Danielle Steel, o “Manifesto Eleitoral do Bloco de Esquerda”.
7-A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Não vou passar, sempre gostei de romper estas cadeias.
Ontem III
Ontem II
Ontem
6.5.05
Pergunta
Grande Sporting
5.5.05
Tarde
3.5.05
80

Graças ao Sinédrio, entro em recordações dos idos anos 80. Fico na dúvida se os deva achar cruéis por me fazerem ver o tempo que passou, se me deva divertir numa onda de nostalgia alegre. Na dúvida, lembro os desenhos animados do Marco e a sua trágica música, ainda existente lá em casa, num single de vinil estimado como uma raridade. Para ouvir aqui, a letra segue já abaixo:
É num porto italiano
Mesmo ao pé das montanhas
Que vive o nosso amigo Marco
Numa humilde casinha
Ele acorda muito cedo
Para ajudar a sua querida Mamã
Mas um dia a tristeza
Chega ao seu coração
A Mamã tem que partir
Cruzando o mar pra outro país
Foste embora Mamã
Não me deixes aqui
Adeus Mamã
Pensaremos em ti
E tu vais recordar
Como gosto de ti
Se não voltas eu irei
À procura em toda parte
Não importa se for longe
Hei-de encontrar-te
2.5.05
Cartazes
Pini-gol-gol-gol
28.4.05
Artigo
Agradecimentos
Novos links de novos blogs. Obrigado ao Cápsula do Sul, ao It’s Our Pleasure, ao Makejeite, ao Barbara Bela e ao Quietista.
26.4.05
Fim-de-semana
Futebol
CDS
21.4.05
Semana
19.4.05
Celtas
Futebol
15.4.05
Grande Sporting
14.4.05
Coisas da Vida Boa
Casa da Música
E não se calou
13.4.05
Artigo
«O "non" das sondagens gaulesas, que está a assustar a Europa, vai marcar as intervenções da visita de Estado de Jorge Sampaio a França, que não hesitou em sublinhar, mesmo no banquete ontem oferecido por Jacques Chirac no Eliseu, que, "no processo de ratificação da Constituição, joga-se o nosso futuro colectivo".»
A assustar a Europa? Eu sou europeu – logo faço parte da Europa – e não estou assustado, estou antes esperançado. Que critérios jornalísticos seguiu esta criatura para achar que, num assunto que em tantos países nunca foi referendado (Portugal por exemplo), a opinião da maioria da população pode ser de susto!
«Afinal, o "cartel" do "non" não se limita apenas aos comunistas e trotsquistas, à extrema-direita e aos soberanistas, mas divide de tal forma o próprio PS que, ontem, o Libération levantava a hipótese da polémica entre os socialistas franceses que são "pró" e "anti" Constituição estar a fazer nascer o "espectro de uma implosão" daquele partido centenário.»
O cartel? Vale mesmo tudo. Agora quem é contra a Europa pertence a uma estrutura organizada de supostos malfeitores. Que pérola do jornalismo. Percebo que num artigo de opinião se possam ter opiniões extremas (basta lembrar Luís Delgado), mas numa peça jornalística não me parece adequado que quase se insultem pessoas. Aliás, até sobre o PS francês – que, goste-se ou não dele, é um partido democrático – se fala como se de um bando de loucos perigosos se tratasse. Com jornalismo assim…
E que tal se se calasse
A propósito do referendo da Europa, o senhor decidiu ir a França (em visita de Estado) dar uma perninha na campanha pelo “sim”, tomando parte activa com as suas convictas opiniões. Reacção em Portugal? Nenhuma. A nação assiste impávida ao nosso neutral presidente a fazer campanha eleitoral à nossa custa – sim, não consta que uma visita de Estado a França seja privada –, num assunto que também irá ser referendado por cá. Será que havia silêncio caso o Presidente fizesse campanha pelo “não”?
A Europa permite tudo e os referendos mais vão parecer eleições do Antigo Regime, só que os “democratas” de outrora estão agora na barricada que tenta, por todos os meios, obrigar a populaça a votar nas suas ideias. A Europa é hoje mais do que uma religião, é uma imposição em que vale tudo, e que se vale de tudo. Os políticos perderam toda a vergonha e usam métodos que há uns anos valeriam a qualquer um ser acusado na praça pública de fascista, a ter as paredes de casa pintadas com impropérios capazes de fazer corar senhoras de má vida. Os “democratas” de ontem são os sub-reptícios ditadores de hoje, e o senhor Sampaio melhor faria em estar calado e ficar a passear nos bonitos jardins de Belém, em vez de se passear em campanha por França. Belém não é Versailles, mas haja decência.
12.4.05
11.4.05
PSD
A oposição já tem um novo líder. A avaliar pelo enorme entusiasmo do congresso parece que não vamos precisar de calmantes para adormecer facilmente em Portugal.






