Será que podemos encomendar uma gripe das aves exclusiva para os pombos? Lisboa precisava tanto disso…
20.10.05
12.10.05
Apetece comprar para dar estalos II
Apetece comprar para dar estalos I
Manuel Maria Carrilho
10.10.05
Momentos altos de ontem
A competência inequívoca do STAPE que deixou os jornalistas à beira de um ataque de nervos.
Sousa Tavares a falar de futebol Deviam ser feitas leis – reconheço que um pouco censórias – que impedissem as pessoas de falar de forma tão fanática e irracional. Ao nível de Ferreira Torres.
As genuínas, e ruidosas, gargalhadas no estúdio da TVI aquando da intervenção de Valentim Loureiro. Os momentos que precederam o discurso do Major foram dignos de um sketch dos bons tempos do mudo, por instantes parecia que ninguém o impediria de espancar o senhor que lhe tentava dar o microfone. Seria catarse ou excesso de álcool?
Gostei ontem
Das derrotas de Carrilho, Soares (pai e filho) e Avelino. E também do PS.
Da eleição de Sá Fernandes e de Maria José Nogueira Pinto.
Da não eleição de Teixeira Lopes.
Da educação e subtileza de Carmona no seu discurso, dando uma enorme bofetada de luva branca a Carrilho.
Apesar de tudo da emissão da TVI.
Da chuva.
De ficar no sofá numa alegre abstenção. Não voto em Lisboa e na minha terra nada havia a decidir num cenário eleitoral desinteressante.
Não gostei ontem
De ver, constrangido, o mau perder e falta de educação de Carrilho. Será que o podemos mandar para um pós-pós-pós doutoramento na Sibéria?
Dos ilegíveis resultados da SIC, que teimavam em ocupar metade do écran sem que lhes pudéssemos dar algum uso.
Da sonífera emissão da RTP.
Do choque tecnológico do STAPE.
9.10.05
Facto
Coisas da Vida Boa
7.10.05
Eleições
Pronto, a campanha está a chegar ao fim. Agora é só esperar pelos resultados no Domingo para ver o povo a entregar o poder ás Fátimas Felgueiras deste país. Para depois, rogamos por uma amnésia que nos ajude a esquecer que, durante alguns dias, fomos mais terceiro-mundistas do que muitos países sul-americanos, com candidatos à espera de julgamento e presidentes de Junta barbaramente assassinados. Perderemos algum assunto de conversa, mas poderemos descansar e voltar à doce ilusão de que vivemos num país civilizado. Por pouco tempo, é claro, já que depois vão chegar as aguardadas e “sábias” palavras do professor Aníbal e voltaremos ao folclore eleitoral. Claro que o país continuará à deriva, mas isso, afinal, não interessa nada.
6.10.05
Tempo
5 do 10 - II
Portugal Foi-nos Roubado
Portugal foi-nos roubado
há que dize-lo a cantar
para isso nos serve o fado
para isso e para não chorar
Cinco de Outubro de treta
o que foi isso afinal
dona Lisboa de opereta
muito chique e por sinal
Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano
Os heróis republicanos
banqueiros, tropa, doutores
no estado em que ainda estamos
só lhes devemos favores
Outubro Maio e Abril
cinco dois oito dois cinco
reina a canalha mais vil
neste branco verde e tinto
Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano
5 do 10
Ontem feriado. Comemoração da implantação da república. Mas comemorar o quê? Os anos de desgoverno que se seguiram a 1910 e deixaram o país à beira da bancarrota? A ditadura que se seguiu e penosamente arrastou o país por longos anos? As consequências de uma revolução pacífica que se reflectem até hoje numa constituição socialista? Os brilhantes últimos governos que vão dando ao país o que ele precisa deixando-o no recomendável estado a que chegámos?
3.10.05
.
Morte estúpida. Será correcto usar tal redundância quando a morte é por si só tão estúpida? Perante a brutalidade, tudo se torna estúpido, incomensuravelmente estúpido. O fim é estúpido, ainda mais quando atingido de forma abrupta, inesperada e chocante. Perante toda esta estupidez tornam-se desprezíveis as expressões “é a vida”, “não somos nada”. Nem quando o fim é o culminar de um caminho conhecido estamos preparados, nem quando a idade ou a doença traçaram um destino o aguardamos serenamente. O que dizer então quando surge súbito, sem avisos nem sinais, num golpe trágico, repentino e cruel. Faltam as palavras, as justificações. Resta-nos a Fé.
27.9.05
Coisas da Vida Boa
Presidenciais
Reality-shows
A rentrée televisiva trouxe, como seria de esperar, mais um chorrilho de lixo. Para variar resolvi dar uma espreitadela, não sei se por voyeurismo ou por puro masoquismo. Na SIC, homens transformam-se em mulheres, não sei se patrocinados por um bar de travestis se por um cirurgião especialista em transexualidade. Na TVI, um grupo de homens, mulheres e um ser vão à recruta, provavelmente com o intuito de os transformarem a todos em homens. Parece que agora a onda é mudar as pessoas, o que pode ser temível, basta pensar se a seguir vamos ter futebolistas a apresentar o Telejornal ou debates políticos moderados por cantores pimba.
22.9.05
Impensável
Estado do país
20.9.05
Tradições

Fim-de-semana no Norte. O encontro com algumas tradições que ainda perduram neste país. As concertinas, os viras, a animação espontânea e genuína de um povo. A festa na rua, sem regras nem imposições, simplesmente os costumes passados por pais que dançam ao lado dos filhos em rodas improvisadas após chegar uma concertina.
16.9.05
Lisboa
Coisas da Vida Boa
15.9.05
Presidenciais
BE
1 - Despenalização imediata dos incêndios.
2 - Tendo em conta que os incendiários são doentes e socialmente marginalizados, devem ser tratados como tal: é preciso criar zonas específicas para poderem incendiar à vontade. Nas "Casas de Incêndio" serão fornecidos fósforos, isqueiros e alguma mata. Sob a supervisão do pessoal habilitado, poderão lutar contra esse flagelo autodestrutivo.
3 - Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluir do incêndio florestal à sardinhada. O pirómano irá deixando progressivamente o vício: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue até finalmente chegar à sardinhada do Santo António e São João.
4 - Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada em casa, ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegração social e perderá o seu subsídio de incendiário."
14.9.05
No limiar do bom gosto
Temos um capachinho na Petrogal, um aldrabão na CGD, um Tiranossaurus Rex a disputar a presidência com um mamute, só nos faltava o Mister Bean no Tribunal de Contas.
Publicidade
O “meu” banco lançou uma campanha publicitária com uma música de Pedro Abrunhosa, a avaliar pela originalidade e qualidade da letra (a repetição exaustiva da frase “Eu estou aqui”) temo pelo meu dinheirinho. Dantes os bancos davam o exemplo de sobriedade e competência, hoje competem com detergentes e margarinas. Enfim, estas modernices do marketing atingem pontos de disparate tais que nos fazem duvidar dos produtos. Ainda não é suficiente para mudar de banco, mas ficarei de sobreaviso.
12.9.05
Futebol e petardos
Bela noite de sábado pelas bandas de Alvalade. O jogo não foi brilhante, mas o Sporting até esteve bem e mereceu, acima de qualquer discussão, a vitória. De destacar o bom jogo da defesa do Sporting – em especial o Tonel –, os excelentes golos, Luís Loureiro e João Moutinho. Menos bem apenas Deivid e Sá Pinto (a eterna pergunta que me atormenta: “como é que ele é titular?”). O único ponto realmente negativo esteve numa cambada de energúmenos que insistiu em rebentar petardos do princípio ao fim do jogo. O fascínio dos portugueses pelo barulho não cansa de me surpreender, qualquer festinha de aldeia faz parecer que estamos em Beirute ou Bagdad tal é a quantidade de morteiros rebentados. Fogo de artifício sim, percebo que se goste apesar do barulho, agora morteiros ou petardos são fenómenos que me ultrapassam.
11
Ontem foi onze de Setembro. Há quatro anos o mundo foi chocado com algo inimaginável, com um acto acima de qualquer adjectivo possível. É preciso lembrar, sem “mas”.
7.9.05
Regressar II
Regressar I
Blogosfera
6.9.05
Prioridades
Governar é, cada vez mais, definir prioridades e actuar sobre elas. Pena é que neste país as prioridades sejam sempre as erradas e por isso andemos como andamos.
1.9.05
Curtas
Aguardo a altura certa que António Costa sempre invocou para falar sobre as causas dos incêndios deste ano. Suponho que espere que nos esqueçamos lentamente do sucedido até ao próximo ano.
Ontem, a SIC Notícias passou um curioso documentário sobre seres humanos em estado atrasado de evolução, só me questionei porque lhe chamou debate sobre as autárquicas em Amarante.
30.8.05
Normalidade
29.8.05
Diálogos Imaginários
– Charles, já sabe o que o espera. Não tenho pressa, mas quando puder desmanche as malas, deixe a roupa em dia, reabasteça a despensa, enfim, ponha a casa em ordem.
– Com certeza menino, eu sei o quanto detesta lidar com chegadas e partidas.
17.8.05
Estado do país
Crónicas da Figueira VI
Crónicas da Figueira V
11.8.05
Crónicas da Figueira IV
6.8.05
Requiem por um país
4.8.05
Crónicas da Figueira III
2.8.05
Crónicas da Figueira II
Crónicas da Figueira I
28.7.05
Diploma
As romagens ao passado marcam sempre. Ao contrário de muitos, para mim a faculdade foi um lugar feliz e de boas (óptimas) recordações. Ganhei vida, mundo e muitos amigos que até hoje perduram. Por isso o diploma foi como que um corte umbilical com a minha escola, um ponto (aparentemente) final numa ligação. Hoje estou nostálgico e tive de ir ás compras. Enfim, há maneiras diferentes de “curtir” a nostalgia, hoje estava fútil e apeteceu-me ir ao Chiado comprar. Podia ter sido pior.
Pré-Época
27.7.05
Investimentos
Muito se tem falado de presidenciais, mas em tempos de défice é bom olhar lucidamente a questão como mais um ponto a discutir da economia e tirar os melhores dividendos disso.
26.7.05
Insónia
Conversas Imaginárias
– Claro que sim menino, não se preocupe.
Férias
Gente
21.7.05
Elefante Branco
20.7.05
Coisas da Vida Boa
Diálogos Imaginários
– Charles, por favor esqueça as minhas manias contra o ar condicionado e arranje um logo que possível. Antes uns ataques de rinite do que sufocar neste inferno.
– Com certeza menino, ainda hoje estará a funcionar.
Coisas da Vida Boa
O Verão, apesar do calor. Aliás, se não fosse o calor contra o que é que podíamos resmungar, e sem resmungar como suportar uma existência calma e sem razões de queixa.
Livros
Chegou pelo correio o novo Harry Potter, agora o “Bartleby y compañia” do Enrique Vila-Matas terá de seguir a ritmo mais lento.
19.7.05
Quase Famosos
Rugby
15.7.05
Lisboa
Releio o post anterior (Votar Bloco?) e assusto-me um pouco com o tom panfletário e inflamado. Acho que entusiasmei e procuro uma justificação. Olho pela janela o sol brilhante sobre as colinas de Lisboa, as calçadas brancas a irradiar luz. É fácil gostar desta cidade e deixarmo-nos tolher pela utopia de achar que ela pode sobreviver muito tempo à voragem dos irresponsáveis. E tentar lutar por isso.
13.7.05
Imprescindível
Votar Bloco?
A pergunta poderia ser completamente descabida neste blog, infelizmente não é. Nas eleições para a Câmara de Lisboa, o mais interessante candidato vem mesmo dai, ou melhor, com o seu apoio. José Sá Fernandes apresentou uma candidatura que muitos desejavam. Ele tem sido o chato que todas as Câmaras deviam ter, aquele que acompanha as sessões e deliberações da Câmara, que anda em cima de todas as medidas e obras. Nos pequenos municípios há sempre alguém assim, a maior parte das vezes – quase sempre – apartidário, batendo-se apenas por amor à terra, publicando artigos em jornais locais, promovendo acesas discussões de café. Nas terras pequenas é mais fácil ter este papel, acompanhar toda a actividade camarária, saber das necessidades da população. Em Lisboa é muito mais difícil, não só por questões de escala, mas também pela maior visibilidade ao nível nacional, o que leva também a uma maior manipulação por parte dos partidos. Durante anos foi Gonçalo Ribeiro Telles o paladino da luta por uma Lisboa melhor, porfiou, pensou, escreveu, falou. Tentou por quase todos os meios que Lisboa não caminhasse para ser uma capital terceiro-mundista, sem a qualidade de vida que podia, e devia, ter. Muitas asneiras foram ainda impedidas por ele, por ele e por um grupo de pessoas que sempre o seguiu nesta missão – a memória é grata ao pensar no Movimento Alfacinha. O que sempre faltou a Ribeiro Telles foi a agressividade e acutilância que a idade e a sua postura de Gentleman não lhe permitia. Muitas vezes foi, é, acusado de ser um velho sonhador. Pena é que os seus sonhos se revelem necessidades anos depois de ele os ter revelado, pois é sempre complicado ter razão antes de tempo.
As dúvidas que ainda tivesse dispersaram-se com a entrevista de Maria João Avillez a José Sá Fernandes. A começar pela forma como surgiu a candidatura, não com uma personalidade a avançar e um séquito de apoiantes que nem sabem o que apoiam, mas sim com um conjunto de ideias que colheu contributos de um conjunto de personalidades como Gonçalo Ribeiro Telles, António Barreto e Miguel Esteves Cardoso e que se tornou num programa concreto para a cidade de Lisboa. Depois porque esse programa – vivamente questionado no debate – se baseia numa postura perante a Cidade que não poderia ser mais do agrado de um empedernido conservador inglês, ou seja, uma visão do urbanismo e da vida na cidade mais baseada na “conservação” do que está bem e na óptica do cidadão, do que em obras de fachada dominadas pelo betão.
Não consigo encarar as autárquicas como eleições partidárias, muito antes pelo contrário (tema que desenvolverei noutro post), daí que em Lisboa, tendo em conta os dados conhecidos, votaria – sem olhar para o símbolo se ele aparecer no boletim de voto – na candidatura de Sá Fernandes. Não por mim, não por ele, mas por Lisboa. Como conservador não vejo outra alternativa.
12.7.05
8.7.05
O Nojo
Combate
Gente
7.7.05
Londres
5.7.05
Investimentos
4.7.05
Gente
Compras Imaginárias
30.6.05
29.6.05
Coisas que irritam
Prioridades
28.6.05
Carrilho e Santana. Separados à nascença?
Santana teve a pasta da Cultura, Carrilho também.
Santana é presidente da Câmara de Lisboa, Carrilho é candidato.
Santana foi Primeiro-ministro, Carrilho ambiciona ser.
Santana é um enfant-terrible no partido, Carrilho também.
Santana sempre teve relações crispadas com a imprensa, Carrilho anda agora a insultar jornalistas.
Santana sempre casou e namorou com mulheres bonitas, Carrilho tem uma mulher bonita.
Santana era o rei da noite lisboeta (em particular da Kapital), Carrilho não lhe fica atrás (apesar de preferir o Lux).
Santana é uma vedeta do jet-set e aparece amiúde em revistas cor-de-rosa, Carrilho – com Bárbara e Diniz – está a tentar destronar José Castelo-Branco (em capas e disparates ditos).
No fim disto tudo uma pequena diferença, de facto Santana não é culto e admito que Carrilho o seja. Não serão no entanto muitas semelhanças? Depois do populismo genuíno de Santana, o populismo rive-gauche de Carrilho.
23.6.05
O que é Portugal?
Greves
Bach
22.6.05
21.6.05
Saudações
Hoje
20.6.05
República das Bananas
Diálogos Imaginários
– Com certeza menino, é só um momento.
17.6.05
Sonhar
Humor negríssimo
Cunhal foi, de facto, sempre incómodo.
O DN de Quarta-feira tinha capa dupla com Álvaro Cunhal de um lado e Eugénio de Andrade do outro. Nos quiosques a que fui era a imagem do poeta que estava por cima. Será que anda uma onda reaccionária pelos vendedores de jornais?
15.6.05
Geração Hippie
14.6.05
Verano Azul
Tito (em resposta a um comentário de Piranha): “Demasiado para mi body”
7.6.05
Bravo
6.6.05
Telemóvel
2.6.05
Nee
E agora, qual será a desculpa? Mais uma vez o descontentamento com o governo? Excesso de haxixe? Demasiado tempo de exposição a quadros de Van Gogh? Falta de montanhas? Será óbvio que assumir democraticamente o “Não” como um simples Não é algo que não passará pela cabeça dos anjos democráticos de Bruxelas.
31.5.05
Pergunta
Humildemente pergunto: e porquê?




