15.2.06
Coisas estranhas que acontecem I
14.2.06
Convocatória
Depois de aturado e infindável trabalho, consegui por fim elaborar o relatório de contas e enviá-lo junto à convocatória para a Assembleia de Condomínio. A parte técnica está superada, resta agora a Assembleia. Aguardo receoso esse momento, não porque tenha aproveitado o dinheiro do condomínio para umas férias na praia, justificadas em Assembleia como obras provindas do rebentamento de um cano que me inundou a casa, mas pelo momento em si. Entrarei, de maço de folhas na mão, tentando encontrar nas poucas caras presentes uma das que eu conheço, vislumbrando alguma solidariedade. Sentar-me-ei, procederei ao início dos trabalhos e pronto, entrarei em roda livre procurando capacidade de resposta a perguntas sobre a pintura do prédio, a recolha de lixos, a vizinha que anda de elevador com o gato que por vezes se descuida, o namorado da vizinha que chega tarde num carro de tunning e acorda os andares mais baixos, o casal jovem e dinâmico que é subtilmente acusado de excesso de vigor por referências da vizinha de baixo ao chiar desalmado da cama. No meio de tudo há sempre recalcamentos antigos e prevêem-se trocas de palavras amargas cheias de tentativas de polimento que a pouco e pouco caem. Eu estarei calmo, possivelmente por acção de comprimidos, e susterei quaisquer reacções, com especial cuidado aos saltos efusivos e abraços a quem esteja ao lado no momento em que seja eleita a nova administração.
10.2.06
.
Príncipe de Salina in “Il Gattopardo”
O Leopardo – Beleza
9.2.06
8.2.06
27
7.2.06
À estalada
Hoje saí decidido a dar um par de estalos a qualquer criatura de extrema esquerda que encontrasse na rua. Sinto-me ofendido com inanidades lidas nos últimos dias (vide por exemplo Daniel Oliveira). Como esta gente acha que o direito à indignação desculpa irracionalidades e assassinatos, parece-me que um simples par de estalos seria louvado como forma quase pacífica para um católico oprimido reagir aos insultos perpetrados. Saí, pena foi não ter encontrado uma dessas criaturas.
Cartoons
Os cartoons de toda a polémica não eram de bom gosto. Como de bom gosto não seria aquele que enfiava um preservativo no nariz do defunto Papa. Não me lembro, no entanto, de haver gente a incendiar a sede do Expresso, ou a esbofetear desalmadamente António, ou a ameaçar de morte o Arq. Saraiva. Na altura, esses cartoons foram defendidos pelos mesmos que agora criticam os dinamarqueses. Alguma coerência seria saudável. Parece que, para alguns energúmenos, há religiões de primeira e outras de segunda. Umas a que se permitem os mais insanos radicalismos e outras que são atacadas por não crentes ao defenderem condutas para os seus crentes com as quais estes não concordam. Recalcamentos de ex-seminaristas ressabiados e de gente que convive mal com a fé alheia, a não ser que a mesma seja anti-americana, aí, em nome do anti-imperialismo, tudo é defensável e compreensível.
2.2.06
Socorro
Disparates
1.2.06
Regicídio
Beleza da simplicidade
O alinhamento de pinheiros mansos junto ao Tejo, na Expo, com o brilho do Mar da Palha emoldurado por troncos e copas.
30.1.06
Fútil
Neve
Ontem, pus a hipótese de descer a Calçada do Combro de saco de plástico caso a neve se fixasse no chão. Hoje, pergunto-me se seria da febre ou de uma adolescência tardia mal resolvida.
Espectral
O “O Espectro” já figura na lista aqui ao lado, mas o surgimento de Vasco Pulido Valente como bloguer justifica mais uma chamada de atenção. A seguir diariamente, esperando curiosamente a chegada do terceiro elemento referido por Constança Cunha e Sá. Imprescindível.
29.1.06
Fim-de-semana
Coisas da Vida Boa
27.1.06
Coisas que irritam
Esta semana
24.1.06
23.1.06
Estupor
Sabujos
Cavaco II
Alegre
Podem-se arranjar as justificações que quiserem, 1 124 641 votos sem o apoio de partidos é obra! Alegre deu uma sonora e gigantesca bofetada de luva branca no PS, e por seu intermédio em todo o sistema partidário português. Que valha alguma coisa este resultado na reflexão sobre o nosso sistema político e os nossos partidos, talvez os que existem se renovem ou que outros apareçam, o essencial é que deixemos de os ver (e com razão) como puros sindicatos de poder.
Soares
O melhor da noite eleitoral
20.1.06
O “O Independente” outra vez

Coisas da Vida Boa
17.1.06
Será o que nos espera?
Reviver os bons tempos de "O Independente", a melhor coisa que o cavaquismo nos deu.
16.1.06
Alegre
13.1.06
.
Diálogos Imaginários
– Com certeza, menino. Saímos ao fim do dia?
– Sim, Charles. E obrigado.
11.1.06
Tempo
9.1.06
Idiossincrasias
Blogosfera
6.1.06
País
Soares
“- Ficou chocado com o que disse o líder do PP? – pergunta um jornalista.
- Não, não foi o líder do PP que disse isso. Aquela coisa a que eu me referi, do terrorismo, foi o líder do CDS que disse isso, o Dr. Ribeiro e Castro, que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo e é ainda por cima deputado do PS, um dos grandes grupos do PS é o PS, o PS europeu, imagine como é que ele se vai entender com os colegas do parlamento a dizer essas coisas aqui no plano interno. E é feio, não é bonito, e é uma pena que seja um dos mais entusiásticos, se não o mais entusiástico, apoiante do Dr. Cavaco nesta eleição.” (sic.)
3.1.06
Agora
Balanços
Coisas da Vida Boa
Fim-de-semana com amigos no campo. Sopa de cação e entradas gourmet em barda. Bons vinhos, caipirinhas, champanhe, vodka e whisky. Música sempre a dar, começando em crescendo com um “revival” dos anos 80. Tudo a apontar para um salto para o novo ano seguido de conversa calma à volta da braseira. Animação inesperada, só muito depois seguida da conversa. O ano novo a chegar em casa, espontâneo, entre amigos e a comer e beber bem.
2.1.06
Ano Novo
Regressado da província, o Anarcoconservador deseja a todos os seus leitores um estupendo ano de 2006.
27.12.05
Coisas da Vida Boa
O Natal em família. Para além das birras das crianças, das discussões idiotas dos adultos, das provas de vinhos, dos doces, dos presentes.
23.12.05
Natal

O Anarcoconservador deseja um Santo Natal a todos os seus leitores.
Luzes de Natal II
Rua Garret
Uma confusão e excesso de iluminação tão grande que nos faz lembrar Las Vegas. Salva-se por ser, apesar de tudo, o coração do Chiado, ainda o sítio mais civilizado para fazer compras no Natal.
Av. João XXI
O simples aproveitamento dos postes de electricidade para umas árvores de Natal estilizadas funciona muitíssimo bem. Bom efeito.
22.12.05
Surpresa
Presentes
Ao se ler a posta anterior pode-se ficar com ideia de mim como um espartano com horror ao dinheiro e ás compras. Errado, gosto muito de compras. E gosto muito de dar presentes, e de receber. Dá-me um imenso gozo procurar um presente a pensar em determinada pessoa, tentando encontrar “aquela coisa” que a vai surpreender e agradar. Gosto de rasgar papéis em busca de uma surpresa. Tudo isto é óptimo, mas quando o tempo escasseia e nos tornamos escravos de ter de dar qualquer coisa, e que essa coisa não pode ser uma hilariante brincadeira comprada numa loja de trezentos mas algo que valha 5, ou 15, ou 50 Euros, que foi o que custou o presente da outra irmã. Aí, algo está errado. O dar por obrigação e com obrigação de preço é terrível, e angustiante. Este ano, lá em casa optámos por não dar nada entre os que já trabalham. Não concordei, acho que o que se deve estabelecer é a anarquia nas escolhas que permita por exemplo dar palavras, ou uma fotografia, ou outra coisa que façamos ou que até compremos sem a obsessão do preço e da a aparência aos olhos dos outros. Não é assim tão difícil dar qualquer coisa barata que as pessoas gostem, por exemplo uma colectânea de música feita no computador com uma capa feita e impressa no mesmo – custo: um Euro do Cd e, quanto muito, 1 Euro de folha e de tinta da impressora. Falo por mim, mas preferiria isto a um par de meias de uma cor que não goste, mas que possa custar 15 Euros. Hoje, falta imaginação ás pessoas, criatividade que permita que as coisas não custem fortunas absurdas, que sejam, de facto, indicadas para quem recebe, que sejam mesmo um símbolo de que estávamos a pesar naquela pessoa quando comprámos determinado presente.
19.12.05
Advento
O Natal aproxima-se e só se fala de compras, de presentes. Neste mundo parece que o Natal é unicamente consumo, o clímax de uma época de desenfreado gastar de dinheiro, um hino à superficialidade materialista. Contra as compras nada tenho – até antes pelo contrário –, mas o Natal de hoje é, para a maioria, só e só isso. Que é bom para a economia, pelo dinheiro que circula, não tenho dúvidas, mas que significado atribuirão as pessoas ao Natal? Que é uma simples troca de presentes com dinheiros estabelecidos para cada pessoa como se estivéssemos a passar um cheque de amizade? O mundo que nos rodeia parece esquecer o que é, de facto, o Natal, uma festa religiosa que celebra o nascimento de Jesus Cristo, uma data fundadora do cristianismo. O resto é acessório perante algo de tão essencial, mas o mundo anda enganado em tanta coisa que já não espanta que, também nisto, esqueça o essencial por troca com o acessório dominante.
16.12.05
Frio
Quase acidente
14.12.05
13.12.05
Datas
D.Pedro V (150 anos sobre a entronização)
Aquele de quem podemos dizer que faltou tempo para poder ser, de facto, o real D. Sebastião. Culto e preparado, monástico e moderno. O rei que Portugal precisava e não teve. Passados 150 anos estamos como estamos, talvez assim não estivéssemos não fora ele morrer tão cedo.
Eça de Queiroz (160 anos sobre o nascimento)
Quanto a Eça, enfim, talvez só para o ano, mas proximamente, uma visita a Tormes. Reler, uma vez mais – e porque não –, a “Cidade e as Serras” e passear lado a lado com Jacinto por entre os bosques em redor da casa. Por agora, mais uma data cumprida sobre a vinda ao mundo daquele que é um dos maiores da escrita e do português.
Pessoa (70 anos sobre a morte)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
7.12.05
Luzes de Natal I
A Árvore
A gigantesca árvore do Millenium BCP foi este ano colocada no Terreiro do Paço. A beleza da praça funciona bem como enquadramento à árvore hi-tec, o que é de fugir é a música de Natal em mistura de “carrinhos de choque”, “sala de espera de dentista” e “centro comercial suburbano”. Um massacre auditivo para quem ousar passar a pé, ou de vidros abertos, pelo nosso Terreiro do Paço.
Avenida da Liberdade
Aproveitando, e bem, as árvores existentes – das poucas que resistem em Lisboa – foram colocadas bolas simples em luz amarela, proporcionando um belíssimo efeito de alinhamento rua abaixo, ou acima. Aqui apetece passear, caso a chuva inclemente se resolva a parar um pouco.
Rua Áurea
Sinos e fitas em azul e encarnado dão o suficiente ar hi-tec, sem contudo perder a sensatez. Funciona muito bem em alinhamento e dá cor e alegria a uma rua tão massacrada por carros e cada vez com menos motivos, vulgo lojas, que nos façam percorrê-la a pé. Candidata, até agora, à melhor iluminação no estilo moderno.
Rua da Prata
Uns confusos painéis com bolas em azul repetem-se rua fora. O efeito global não é mau, mas as iluminações são por si muito feias.
Príncipe Real
Apenas lâmpadas amarelas nas árvores. Por vezes na simplicidade está a maior beleza. Bonito, barato e eficaz.
Largo do Camões
Enquanto me aproximava, era ofuscado por um encarnado profuso e intenso. Pensei que este ano as modernices de Natal tinham chegado ao Camões. Ao chegar, percebi que não, era apenas o letreiro luminoso da estação de correio. Agora passa por Natal, mas fora de época…Não se poderá desligar?
Coisas da Vida Boa
O bife ancho do “El Ultimo Tango”. E, já agora, também a música, por entre óptimos tangos e milongas.
5.12.05
As atitudes ficam…
2.12.05
Chanel
1 de Dezembro
De cabeça baixa
No outro dia, em conversa deitada fora sobre as presidenciais, concluíamos não perceber o frete a que algumas almas, supostamente livres, se estão a prestar nestas eleições. Ao passar por este site arrepio-me de ver tanta gente que há pouco tempo era capaz de verberar contra o Sr. Silva, convertida por um qualquer milagre do sol ao “novo Messias”. Há algo que me desgosta na política: a necessidade que as pessoas têm de tomar partido e de, a partir daí, se envolverem directamente em campanhas. Podemos optar por um mal menor – eu não pratico, mas compreendo –, agora isso não nos obriga a lavar o cérebro com lixívia e passar de crítico a defensor acérrimo e convicto do que quer que seja. O facto de não haver nenhum candidato de direita a estas eleições – sendo possivelmente o Sr. Silva o menos à esquerda – não implica que alguém de direita tenha de se humilhar ao ponto de esquecer o seu passado de opinião e entoar loas insanas ao profeta.
24.11.05
Estranho
23.11.05
Desmentir
Sócrates desmente Alegre. Alegre desmente Sócrates. Em quem acreditar? Entre os dois acho o nariz de Sócrates mais próximo do de Pinóquio.
Milagre
Parece que os “privados” vão oferecer o Aeroporto da Ota aos portugueses! O acto é de tal forma caridoso e desinteressado que proponho que possam descontar as verbas ao abrigo da lei do mecenato.
22.11.05
Democracia não é só votos
19.11.05
Rever clássicos
A produção cinematográfica é tanta que, ás vezes, esquecemos que existem clássicos, alguns com setenta anos, que suplantam a grande maioria dos filmes actuais. Nos últimos dias fui vasculhar as cassetes de VHS que já tinham criado pó e desencantei dois filmes essenciais que revi com agrado: “A Corda” – “The Rope” de Alfred Hitchcock e “O Extravagante Sr. Ruggles” – “Mr. Ruggles of Red Gap” de Leo MacCarey.
O primeiro é um prodigioso exercício de cinema, em que dez planos contínuos de oito minutos (tamanho das bobines) se juntam para formar uma obra-prima. O argumento é arrepiante, intercalando o humor negro de Brandon Shaw (John Dall) e as divagações filosóficas de Rupert Cadell (James Stewart) com uma situação no mínimo macabra. Farley Granger compõe Philip Morgan, o elo mais fraco de uma cadeia intelectual que se arroga ao direito de uma superioridade moral sem limites. A realização é de Hitchcock, e mais não será necessário dizer. O filme começa no clímax e arrasta-nos no fio da navalha até à cena final. O desconforto é constante durante a refeição servida no altar sacrificial. Tudo nos inquieta e, inteligentemente, são muitos os temas levantados pelo filme.
Do segundo, recordo a cena inicial de antologia, com o patrão – o Earl of Burnstead – com um levíssimo e “very british” desconforto, ainda em ressaca, a anunciar entre conversas que tinha perdido ao Poker o seu fidelíssimo mordomo que, perante tão estranha notícia, reage com uma naturalidade adquirida por anos de serviço. A “família” americana que espera Ruggles em Red Gap, nos confins das Américas, é um delicioso conjunto de personagens que vão desde a nova-rica que pretende ascender até à velha matrona da família mais preocupada em andar a cavalo ou caçar. Charles Laughton é um Ruggles extraordinário que nos faz sorrir em contínuo, mostrando que o seu talento estava muito para lá dos trágicos e sérios personagens que o celebrizaram. Leo MacCarey é muitas vezes esquecido na memória dos grandes do cinema, mas merecia outras lembranças, por exemplo por este filme.
16.11.05
Resmungo Matinal
15.11.05
Coisas da Vida Boa
A luz fria do sol da manhã brilhando no prado molhado. As oliveiras serenas observam, como se toda a beleza do mundo se encontrasse a seus pés.
Procissão
Apesar de estar fora, vi pela televisão Lisboa de ruas cheias. Ninguém protestava contra nada, apenas uma pacífica demonstração de Fé.
Entrevista
Cavaco falou, ou pelo menos assim o fez crer. Ontem só resisti a quinze minutos de banalidade, de fugas ás questões, de uma total vacuidade supostamente em nome da substância. Cavaco diz que não quer retórica, que quer resolver os problemas concretos, que quer ser o “Messias” do país. Claro que não pode explicar como concretizará tais propósitos, pois é óbvio que não terá poderes para tal. Fica a dúvida, ou Cavaco mente, ou ainda não percebeu os poderes de Presidente da República, ou acha que se está a candidatar a Primeiro-Ministro. O discurso anti-retórica num candidato a Presidente da República é o mesmo que um Embaixador verberar contra a diplomacia, um total contra-senso.
9.11.05
Cartazes
8.11.05
França
Coisas da Vida Boa
Os fins de tarde no ginásio com o meu iPod. Até se torna agradável remar para aquecer ao som Morrissey, levantar pesos com Bob Marley ou acabar os alongamentos com Chet Baker. O tempo assim até passa depressa e esquecemos as horas passadas a compensar uma vida sedentária e de horror à prática de qualquer desporto.
Oásis
O programa “Prós e Contras” continua a mostrar que é possível a televisão de ritmo calmo, com qualidade, com sumo. Ontem, os convidados eram, para não variar, excelentes e o Sr. Cardeal Patriarca mostrou mais uma vez, como se tal fora preciso, que a Igreja portuguesa está muitíssimo bem entregue. O seu diálogo sobre a “esperança” com o Professor Barata Moura (não crente) foi tão profundo que pena tive de não o poder ter gravado para rever. Temas difíceis podem, e devem, ser discutidos em televisão.
4.11.05
Emoções
Sem querer parecer uma qualquer Susana Tamaro, reconheço que me sinto mais vivo quando me emociono. No passado fim-de-semana aconteceu-me duas vezes por motivos diferentes. As razões não interessam, mas ainda bem que num mundo tão superficial ainda encontramos dentro de nós resistências de sensibilidade.
Brinquedo II
Há quem diga que as máquinas têm personalidade, que adquirem os defeitos dos donos. Dos iPods já ouvi dizer que eram complicados, que tinham manias. Enfim, nada que me preparasse para o mau feitio do meu brinquedo. Quer dizer, como se não me bastasse o meu mau feitio, tenho agora de aturar um brinquedo com excesso de personalidade.
27.10.05
Brinquedo
Diálogos Imaginários
– Com certeza menino. O que deseja?
– Está a ver esta montanha de Cd’s? Vou-lhe pedir que os vá descarregando para o meu computador através do iTunes para eu depois os poder passar para o meu iPod. Ah! É claro que os pode ir ouvindo.
– Com certeza menino, e vou mesmo tomar a liberdade de ouvir alguns.
25.10.05
Milonga del muerto
entre paredes y puertas.
Dios les permite a los hombres
soñar cosas que son ciertas.
Lo he soñado mar afuera
en unas islas glaciales.
Que nos digan lo demás
la tumba y los hospitales.
Una de tantas provincias
del interior fue su tierra.
(No conviene que se sepa
que muere gente en la guerra).
Lo sacaron del cuartel,
le pusieron en las manos
las armas y lo mandaron
a morir con sus hermanos.
Se obró con suma prudencia,
se habló de un modo prolijo.
Les entregaron a un tiempo
el rifle y el crucifijo.
Oyó las vanas arengas
de los vanos generales.
Vio lo que nunca había visto,
la sangre en los arenales.
Oyó vivas y oyó mueras,
oyó el clamor de la gente.
Él sólo quería saber
si era o si no era valiente.
Lo supo en aquel momento
en que le entraba la herida.
Se dijo No tuve miedo
Cuando lo dejó la vida.
Su muerte fue una secreta
victoria. Nadie se asombre
de que me dé envidia y pena
el destino de aquel hombre.
Jorge Luís Borges
21.10.05
.
Pesadelos
20.10.05
Aleluia
Humor Negro
Será que podemos encomendar uma gripe das aves exclusiva para os pombos? Lisboa precisava tanto disso…





