2.10.06
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27.9.06
22.9.06
Impensável

Edward Hooper, “A Woman in the Sun”, 1961
Estado do Sítio
19.9.06
O mundo está perigoso
Tornar o choque civilizacional em que nos encontramos numa guerra santa é de um perigo imenso, mas ceder, sem reservas, a um ambiente de constante pressão sobre os valores mais essenciais em que assenta a nossa civilização não será a melhor solução. O medo é, e sempre será, uma demonstração de fraqueza, não só física, mas também de ideais, de convicções e de valores. No momento em que mostremos medo e reverência, em que condicionemos o nosso dia-a-dia e a nossa vida a factores externos, estaremos a mostrar ao mundo que a força, o terror e as ameaças podem vencer, que nos podem vencer. Nesse momento a sociedade pela qual os nossos antepassados lutaram estará a caminho do fim e o que se seguirá é um mistério que prefiro não tentar desvendar.
Será desta?
18.9.06
Desporto
Agradecimento
12.9.06
Pena
11.9.06
Músicas
6.9.06
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O calor que queima faz-me querer voltar ao meu chapéu-de-sol de riscas azuis e brancas, à areia grossa e ao mar infelizmente calmo. Ás tardes divididas entre imersões marítimas, conversas paisagem, jogos de cartas ou o simples esparramar ao sol.
Com o calor não se consegue pensar, por isso a indolência é a melhor opção, aquela que apetece fazer agora, mas não aqui. Preciso das minhas noites longas com brisa vinda da serra e dos dias no meu chapéu-de-sol azul e branco.
A importância do chapéu-de-sol não é despicienda, para além de parte essencial ao processo de suportar os excessos de temperatura, é essencial na definição estética da “minha” praia, que sem as riscas de várias cores seria mais uma impessoal praia, como tantas outras. Por isso apetecia lá estar.
5.9.06
O Independente
A minha geração cresceu com “O Independente” e irremediavelmente dividia-se entre os que o adoravam e os que o detestavam. Ninguém podia ficar indiferente a uma postura nunca antes vista em Portugal, a uma visão conservadora da sociedade que apresentava uma linguagem e um estilo mais revolucionários do que se podia imaginar em sonhos. As grandes campanhas do Bloco, muito cuidadas na imagem e linguagem, são brincadeiras de meninos ao lado do Caderno 3 dos bons tempos.
Os frutos do Indy estão aí, nos blogues e nos jornais, nas revistas e nos livros. Uma nova geração que perdeu o pudor – quer na escrita, quer nas ideias. Ser de direita deixou de ser um estigma a esconder dentro de um armário bem fechado. Escrever de forma desprendida e legível deixou de ser um crime lesa pátria.
A geração Indy mostrou-se, mas talvez pelo demasiado desprendimento e independência passa ainda ao lado da política activa, dos partidos. O anti-cinzentismo ainda não vingou e os órgãos de poder continuam iguais ao que eram em tempos de cavaquismo. Talvez seja melhor assim, talvez seja melhor poder lê-los do que ter de os ver a discursar no parlamento. Fica ainda assim uma réstia de pena, de pena que o país não tenha assimilado mais o que foi o Indy, que não seja mais Indy.
Blogosfera
O agradecimento ao “Sempre a Produzir” pelo link para este estabelecimento.
1.9.06
Diálogos Imaginários
– Não se preocupe menino, para isso é que eu estou aqui.
20.8.06
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12.8.06
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7.8.06
Estado do Blogue
29.7.06
Figueira
27.7.06
Loucura
Diálogos Imaginários
– Com certeza, menino. Tenho também uma lista do que costuma levar.
– Oh! Charles, não sei como suportaria o incómodo da mudança sem a sua ajuda.
25.7.06
Concurso
Como é evidente, não poderia deixar de concorrer ao Primeiro Concurso de Verão do Impensável. Por isso aqui vai:
O comportamento de Dexter Haven não foi o de um verdadeiro Gentleman, pois este raramente perde as estribeiras por causa de uma mulher. A simples sugestão de uma agressão, ainda mais fora do recolhimento da casa, é simplesmente intolerável. O contacto físico com uma senhora deve ser sempre o caminho para um beijo ou algo mais, nunca para um vulgar empurrão.
Com calorosas saudações,
JAC, o Anarcoconservador
Provocação
24.7.06
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20.7.06
"Época Tola"
Crítica de Praias – Guincho
A qualidade dos acessos varia um pouco, uma vez que chegar até perto da praia é rápido, mas os carros estacionados por todo o lado entopem desmedidamente a circulação, em especial quando algum autocarro resolve tentar a sorte de passar. Pode haver alguma perda de tempo em estacionamentos, valendo mais a pena parar mais longe e fazer alguns metros a pé. No lado do “Bar do Guincho” há um impecável parque, bem delineado e arranjado, com o senão de ser, obviamente, bem pago e ter um acesso estreito que entope em dias mais concorridos.
O mar costuma ser bravio, com ondulação forte de onda longa propícia ao Surf (e com o habitual vento perfeito para o Windsurf e o Kitesurf). A temperatura da água não costuma ser encorajante, mas antes revigorante, o que, dada a ondulação e a necessidade de movimento, não se torna um obstáculo ao banho.
O ambiente do Guincho é uma das suas maiores vantagens, definiria-o como queque-descontraído-surfista, o que é dizer que quase tudo é gente nova e com ar bonito e divertido. Gente da linha, muitos surfistas e windsurfistas de caras muito queimadas desde Maio. A descontracção pulula entre pequenos biquinis coloridos e calções de banho da Osklen ou de marcas de surf. No céu, os kites rematam o colorido e na água há sempre acção por entre as ondas. Bom spot para ver bonitas meninas (vá, e meninos) de família com ar cool.
Para quem não esteja em boa forma física, uma ida ao Guincho pode ser um pouco irritante, ou mesmo deprimente. A quase inexistência de barrigas proeminentes nos homens e uma enorme densidade por metro quadrado de abdominais bem delineados, pode transformar uma ida ao banho num embaraçoso exercício de contenção da respiração de forma a disfarçar o desleixo de uma barriguita grande. Claro que se pode assumir com descontracção o físico pouco cuidado, mas fica sempre a sensação de que as meninas presentes nos olham com um ar de vago nojo. No que ás meninas diz respeito, posso dizer que a celulite não costuma passar por aqui. Talvez por um fenómeno de selecção natural “à la Darwin”, parece que toda a gordura foi queimada pelo frio da água, que enrijece as coxas e as barrigas descobertas por biquinis reduzidos. Claro que isto é excelente para os olhos que se regalam, mas pode ser motivo para traumas e viagens ao psicanalista ou ao cirugião plástico.
Classificação: Dada a importância do problema, darei a classificação em dias com e sem vento. DCV: 7 (em 10); DSV: 10 (em 10)
Agradecimentos
18.7.06
Boas Notícias?
Lisboa será por certo uma melhor cidade caso este plano seja posto em prática, o problema é que falta uma votação favorável da Câmara. Terá Carmona Rodrigues o discernimento e a coragem de levar por diante esta iniciativa e de tirar o ponto de interrogação ao título deste post?
17.7.06
Praia
Sonho
Coisa Imaginária
12.7.06
Diálogos Imaginários
– Com certeza, menino. Vou já fazer uma limonada absurdamente gelada.
10.7.06
Cópias
Mas que bem
7.7.06
Joga bonito
O meu gosto de futebol foi estimulado por Sócrates e Zico, por Maradona e Valdano, por Roger Milla. Foi com este futebol bonito, para alguns inútil e pouco objectivo, que me tornei feroz consumidor de Campeonatos do Mundo, competição onde a variedade de estilos e jogos me apaixonava. Ansiava sempre pela surpresa africana, pelos novos artistas do Brasil, pelo futebol rápido e atlético da Inglaterra ou da Dinamarca. Na altura a nossa selecção era uma inexistência, só esporadicamente quebrada no Europeu em que Chalana passeou o seu futebol. A ausência da nossa selecção aguçava o gosto do jogo pelo jogo, a admiração pela qualidade e pela arte.
Hoje, só dificilmente cedo a ver jogos que não sejam da Selecção Nacional ou do Sporting. Este Mundial reforçou isto com algumas secas a que, por teimosia, me prestei. Se nada mudar, o futebol irá tornar-se nisto, um campo de batalhas nacionais (ou clubísticas) em que só a vitória interessa. Cada vez serão menos a ver jogos em que não entrem as suas equipas, cada vez serão menos os adeptos. O futebol será cada vez mais um negócio chato e desinteressante e menos um desporto estimulante.
6.7.06
Boa notícia
4.7.06
Diálogos Imaginários
- Com certeza menino, vou por cervejas e vinho branco no frigorífico e comprar cajus, amendoins e uns queijos.
- Ah! Charles, é melhor ter também uns calmantes à mão, é que os jogos com França trazem-me péssimas recordações.
- Não me poderia esquecer menino, eu também padeço do mesmo mal.
Além do futebol
2.7.06
Brasil
Ricardo
Meias-finais
Scolarizar
29.6.06
Coisas da Vida Boa
Medo
26.6.06
Futebol e Touros
Ontem, lembrei-me destes touros durante o jogo, que não foi uma obra de arte, mas foi emotivo, sério, duro, com muito interesse. Portugal enfrentou ontem um Miura de génio, bravo e pouco nobre, com investidas ordinárias e perigosas. Portugal sobreviveu e conseguiu uma faena plena de emoção e entrega, de coragem. Qual toureiro corajoso enfrentou de peito feito o animal, dando-lhe a lide possível depois de colhidas graves (a lesão de Ronaldo), de erros imperdoáveis (expulsão de Costinha) e da incompreensão do director de corrida (expulsão de Deco). Após a colhida foi difícil procurar a arte, pura e espectacular, mas foram cingidas as verónicas e sérios e verdadeiros os passes naturais. Houve verdade e esforço, e, a espaços, pormenores de arte pura conseguidos em momentos de maior domínio. Com o aproximar do final, touro e toureiro perderam força, e já eram mais soltos os movimentos, já as defesas estavam mais abertas, e mais perto estiveram ambos de ferir o oponente. Foi uma batalha de morte em que Portugal venceu, como vencem os toureiros – os grandes – que conseguem triunfar apesar dos touros não colaborarem.
Futebol
Com o começo holandês e um árbitro abaixo de ordinário, o jogo tinha de descambar, e descambou à séria. Tivesse havido prolongamento e talvez se acabasse a jogar futebol de sete. Não há desculpas para as reacções de Figo ou Deco, mas, perante a barbárie que já se tinha visto, seria difícil aguentar a pressão, ajudada por uma perfeita idiotia de Costinha.
O jogo foi duro, violento, e muitos dizem que feio. Não consigo concordar em absoluto com a última parte. Apesar de tudo, quantos jogos deste Mundial terão tido tantos remates e ocasiões de parte a parte? O nosso golo é uma belíssima jogada, assim como o foram alguns dos nossos contra-ataques. Os holandeses podiam ter marcado por algumas vezes e pressionaram com ferocidade. O jogo deveria ter sido mais leal e menos brutal, mas, ainda assim, houve muito futebol, jogadas de qualidade e uma emoção desmedida.
Pergunta
20.6.06
Músicas
Delírio
Para quem mais dificuldades tenha com o espanhol, pode acompanhar com a letra da música, uma autêntica pérola do non-sense.
Hagamos juntos, este crucigrama
Aplacemos lo otro, para mañana
Cantar contigo, me llena de alegría
Chalalala chalalala...
Dejemos todo lo demás, para otro día
Quisiera besarte, pero sin ensuciarte
Quisiera abrazarte, sin dejar de respetarte
Amar es saber esperar, es saber esperar, es saber esperar
Amo a Laura,
Quiero esperar hasta el matrimonio
Amo a Laura,
Quiero esperar hasta el matrimonio
No voy arrancar esta flor,
Que la destruya, no será yo
(Falado) Joven, recuerda que el amor nace del respeto, que no hay nada más hermoso en una pareja, que saber esperar juntos ese momento maravilloso, que es la consumación del amor, tu paciencia tendrá recompensa!
Amo a Laura,
Quiero esperar hasta el matrimonio
Amo a Laura,
Quiero esperar hasta el matrimonio
No voy arrancar esta flor,
Que la destruya, no será yo
Para completar o delírio aconselho vivamente uma visitinha ao site da “associação” responsável por este vídeo: Asociación Nuevo Renascer. Quem sabe surgirão mais candidatos a Presidente do Clube de Fans dos Happiness, o grupo que interpreta esta grande música.
19.6.06
Bizarrias
Agradecimentos
A banhos
13.6.06
Coisas da Vida Boa
12.6.06
Diálogos imaginários
– Com certeza menino, esteja descansado que não me esquecerei de alguns abrigos para o vento e a chuva e tudo estará pronto daqui a pouco.
– Não tenha tanta pressa Charles, só vou amanhã e hoje ainda vou dar um saltinho aos Santos.
– Faz bem menino, aproveite para se divertir um pouco.
8.6.06
E não se pode bater-lhes
6.6.06
Requiem por um bom jantar
Imaginam-me num filme destes? Uma vez de três em três meses ainda vá – o sacrifício faz parte da vida –, agora jantar fora deixará, com enorme pena minha, de ser um programa aceitável. Ganharão os take-away, porque por enquanto – embora tema que não por muito tempo – as leis fascistas ainda não entraram para dentro da nossa casa e aí, aí poderemos jantar tranquilamente.
3.6.06
Veto
O Campo e a Cidade
Agradecimentos
Ao "Devaneios de Caim", ao "Publicista" e ao "Textos para Tudo" pelos links para este estabelecimento.
1.6.06
Luminária
31.5.06
Private joke
– Se sabem que me faz mal! Se sabem que me faz muito mal! E não é uma, são todas que estão secas. Já é desleixo.”
29.5.06
Crises
Diálogos Imaginários
– Charles, por favor mude os lençóis todos os dias enquanto esta canícula se mantiver, a única maneira de a suportar é mesmo dormir em lençóis de linho frescos. E não se esqueça de reforçar o stock de chá gelado, é que com este calor desaparece num instante.
– Não se preocupe menino, já tratei das duas coisas e comprei muitos vegetais e fruta para amanhã.
26.5.06
Acrescento
Num momento de chafurdice mental, e noite de insónia, acabei por assistir, via RTPN, ao famoso Prós e Contras com o Professor Carrilho. Ao post já escrito nada a retirar, apenas um ligeiro pormenor a acrescentar: a bem da saúde pública, o senhor deveria ser “convidado” a passar uma temporada num hospital para doentes mentais. A insanidade do Professor chegou a mostrar teores de demência que só o foro psiquiátrico poderá explicar. Afinal, mais do que mimado e profundamente mal-educado, o senhor é portador de uma qualquer doença mental que o aliena e afasta da realidade. A sociedade deveria tomar medidas pois, após acusar meio mundo de uma conspiração, reescrever entrevistas que deu ou insultar adversários de forma nojenta, a agressividade pode tomar conta do seu corpo e passar a agressões físicas no meio da rua. Não sei porquê, mas a sua cara estampada na capa do livro, com um sorriso vagamente alucinado, faz prever que esteja vestido apenas com uma gabardine e tenha sido fotografado após regressar a casa do Jardim da Estrela. A sociedade que se cuide.
23.5.06
Grafonola e Gira-discos
Carrilho e Dan Brown
20.5.06
Campo Pequeno IV – Crónica taurina
O curro da ganadaria Vinhas cumpriu assim-assim: não brilhou por falta de casta e bravura dos touros, não tendo no entanto estragado a noite aos toureiros. O quarto e sexto eram mais tardos e reservados, não tendo, apesar disso, sido aproveitados da melhor maneira pelos toureiros.
Abriu a corrida João Moura com um touro suave, que foi bem entendido e toureado. Nos compridos o problema costumeiro de Moura: esquecendo não estar em Espanha, insiste em recusar a sorte frontal que estes ferros exigem. Correcto na colocação. Para os curtos Moura teve, apesar da falta de sal, touro para lidar à sua maneira. Brega vistosa, com o touro colado à garupa do cavalo e ferros que conquistaram o público que não recusou ovações sonoras. O touro foi pegado por Diogo Sepúlveda, dos Forcados Amadores de Santarém, que bem citou e pegou o touro.
Recebeu o segundo da noite com um ferro à sorte de gaiola António Ribeiro Telles, mostrando cedo a disposição para triunfar. Lide impecável – aproveitando um touro doce, mas com investida – começada com compridos de praça a praça como mandam os cânones do toureio. Nos curtos esteve excelente, numa lide cheia de pormenores toureiros e ferros bem preparados. Belíssima lide que entusiasmou sobremaneira o público. O touro foi pegado por José Maria Cortes, dos Forcados Amadores de Montemor, que não entendeu a investida do touro, tentando pegá-lo sem recuar o que redundou e duas tentativas falhadas.
Rui Fernandes toureou o terceiro da corrida, granjeando alguns aplausos com o seu toureio irreverente, mas bastas vezes excessivo. Lidou com suavidade e conseguiu ferros de boa nota. A pega foi efectuada pelo Cabo dos Forcados Amadores de Lisboa, José Luís Gomes, que deu uma lição pedagógica sobre a arte de pegar touros. Belíssimo cite, excelente a recuar, magnífico na reunião. A pega da noite efectuada por um veterano das arenas.
O quarto touro saiu para João Moura que não conseguiu encontrar a lide correcta para um exemplar de fraca qualidade. Esteve mal nos curtos e escutou assobios – algo tão raro como necessário em praças portuguesas – apesar de encerrar com um digno ferro de palmo. Como senhor toureiro que é recusou a volta à praça. A pega de António Jesus Grave, dos Forcados Amadores de Santarém, foi vistosa e correcta.
Saiu, embalado pelo triunfo no seu primeiro touro, para o quinto da noite António Ribeiro Telles. Recebeu o touro à saída dos curros, aguentando a sua investida até o colocar para um belíssimo primeiro comprido. Os compridos foram de praça a praça, e só o falhanço na cravagem de um deles foi nota menos boa na sua actuação. Nos curtos esteve mais uma vez em grande plano, com ferros frontais e emotivos e brega magnífica. Rematou uma noite de enorme triunfo com um ferro de palmo brindado à família. A pega foi feita por Pedro Freixo, dos Forcados Amadores de Montemor, que esteve muito bem com o touro.
O último da noite foi lidado, e mal, por Rui Fernandes. Não querendo exagerar, veio neste toiro ao de cima o pior defeito deste toureiro: querer impor aos touros os “números” que cada um dos seus cavalos faz (câmbios, ladear, patas que levatam,…) e todos o fazem. Esteve mal com o touro, cravando compridos em câmbio! Nos curtos quis, com o primeiro cavalo, cravar a câmbio e voltou com outro cavalo que fazia o número de levantar uma das patas dianteiras. Alguma confusão entre toureio e circo, perante um touro manso e parado, que também não ajudou. Pegou Gonçalo Maria Gomes, dos Forcados Amadores de Lisboa, a fechar com chave de ouro esta noite com uma bonita pega.
A corrida terminou com a banda, que esteve excelente ao longo da corrida, a tocar o hino, que foi cantado em pé e com enorme dignidade por todo o público presente num epílogo bonito para uma noite a recordar.
Campo Pequeno III – Manifestação
Pelo meio destrinçavam-se t-shirts do Che Guevara, levando a que nos apeteça tirar a seguinte conclusão: Nós que gostamos de touradas somos bárbaros e assassinos, enquanto eles, que admiram o guerrilheiro da barba que, só por acaso, até matou razoável quantidade de gente, são uns benfeitores da humanidade contra a nossa selvajaria. Enfim, paradoxos do nosso mundo.
Campo Pequeno II – A Praça
Catita. O rejuvenescido Campo Pequeno está catita a valer. Belíssima obra de recuperação, num exemplo infelizmente raro neste país. Parece que foram muitos milhões, mas a avaliar pelos resultados foram bem empregues. Não se pode dizer que valeu a espera, porque foram muitos anos, mas lá que ficou bem, isso ficou. Majestosa será a melhor definição para esta “nova” Praça de Touros do Campo Pequeno.
18.5.06
Campo Pequeno
17.5.06
Inquilinos e Senhorios
Arte
15.5.06
Estado do Sítio
Boas notícias
8.5.06
Diálogos Imaginários
– O menino como tem passado? Peço desculpa pela ausência, espero que tenha sobrevivido sem mim.
– Com dificuldade, Charles, com dificuldade.
5.5.06
Música
4.5.06
América
Os argumentos que ouvi há dois dias, oriundos de alguém intelectualmente mais do que estimável e politicamente independente, contribuíram para a convicção de que ainda me tornarei um feroz americanista, capaz de rivalizar com a cegueira de um Vasco Rato. Discutia-se política à escala mundial, as privatizações do “sensato” Chavéz, a “ponderação” do “discreto” Morales, o imperialismo americano. A discussão animou e falou-se da primordial importância dos americanos no fim da segunda guerra mundial e do quanto lhes devemos. Aqui tudo se baralhou, e a cegueira anti-americana culminou num argumento precioso: “A guerra iria acabar de qualquer maneira, uma vez que demograficamente os alemães não a poderiam suster, e não podemos provar que foi a intervenção americana que, de facto, parou a guerra.” Perante a estupefacção e indignação generalizada esbocei que até é verdade, como é verdade que nada prova que o 25 de Abril foi essencial para acabar com a ditadura – ela poderia acabar por si –, ou que os Conjurados apenas anteciparam o abandono do nosso país pelos espanhóis. O argumento vale o que vale, não é que seja necessariamente mentira, apenas invalidaria toda e qualquer a análise histórica. No entanto, a melhor conclusão que ainda consegui espremer foi a seguinte: se a guerra acabaria de qualquer maneira, mesmo sem a intervenção americana, era só uma questão de tempo, ora como no entretanto ia morrendo gente, muito em particular judeus, talvez a limpeza étnica se aproximasse dos seus objectivos. Assim, com um pouco de “sorte”, poucos judeus sobrariam e não seriam suficientes para a criação de Israel, o que seria óptimo para o mundo de hoje já que acabaria com o problema do Médio Oriente e, talvez até, com o novo terrorismo. Concluindo, a culpa da instabilidade no médio oriente é dos E.U.A., mas não só de Bush, a culpa vem Roosevelt e Truman que permitiram a sobrevivência de demasiados judeus. Enfim, o imperialismo já tem demasiados anos para que não nos rebelemos contra ele.
Perante tamanho disparate, ainda me vão ver, um dia destes, em manifestações pró-Bush, não é que eu queira, mas a alucinação perigosa do outro lado ainda me vai obrigar a isso.
29.4.06
Notas de Viagem – Sevilha II
Notas de Viagem – Sevilha

Patio de los Naranjos, Sevilha, 2006
26.4.06
Primavera
Coisas da Vida Boa
21.4.06
Paridades
No meio deste disparate poderíamos encontrar algumas virtudes, pois o parlamento podia tornar-se um pouco mais decorativo. O problema é que, avaliar pela amostra actual, é duvidar da qualidade estética das novas deputadas (sim, tirando a excepção da Joana Amaral Dias), por isso acho que seria justo chamar Pedro Santana Lopes (agora um desempregado político) para assessor de imagem do parlamento, com direito de veto perante candidatas em que beleza não fosse um atributo relevante. Assim, talvez conseguisse vislumbrar utilidade na medida, afinal a estética é um elemento importante numa democracia civilizada.
Como acho discriminatório para outros componentes da nossa sociedade que só tenhamos quotas para as mulheres, acho justo para o futuro reivindicar as seguintes quotas: dez por cento para homossexuais (segundo a famosa sondagem do “Expresso”), dez por cento para portugueses africanos de primeira geração, cinco por cento para portugueses africanos de segunda geração, dois por cento para goeses, um por cento para ex-habitantes de Macau, e assim por diante. Os cálculos seriam sobrepostos segundo uma fórmula matemática elaborada pelo Departamento Pedagógico de Ciências Matemáticas do Ministério da Educação. Assim, finalmente a representatividade da população no parlamento seria atingida. Quanto à qualidade e ao mérito dos novos deputados, isso é um pormenor de somenos importância perante a multiparidade atingida.
Bósnia
18.4.06
Músicas
Páscoa
8.4.06
Semana Santa

“Flagelação”, Caravaggio, 1607
Na próxima semana este blog estará a Caminho de Santiago. A todos uma boa Páscoa.

