12.2.07
Realidades
Conservar ou fugir
Fair-play
Resultados
Civilização
Pena não se poder espancar
Tiro no pé
10.2.07
Herman e os Gatos
O “Tal Canal” foi um marco, uma lufada de ar fresco num país cinzento, com o “Diário de Marilú”, as crónicas de José Esteves, o “Jaquina Jaquina”, o “Cozinho para o Povo”, o Oliveira Casca, o Carlos Filinto Botelho, o menino Nelinho e a Sra. D. Palmira ou o grande Tony Silva. O “Hermanias” foi um seguidor natural e trouxe o cameraman “mas que é isto, é uma brincadeira ou quê” e o show do inenarrável Serafim Saudade com as suas hilariantes coreografias. Os programas de passagem de ano foram fantásticos e quem não se lembrará de “eu sou José Severino e sou pasteleiro…eu é mais bolos, salgados também, mas é mais bolos…”, do “batem leve, levemente, como quem chama por mim, fui ver era o Ovário…a assunção tema tabu…não, eu queria dizer Octávio, o meu primo Octávio, mas enganaram-se na tipografia”, ou as versões de músicas conhecidas com letras delirantes. O talento do Herman está espelhado na forma como conseguiu tornar o mais chato dos concursos, a Roda da Sorte, num programa do mais louco e desbragado humor. Como esquecer os momentos com Vítor Peter (Oh! Ivone. Oh! Ivone. Oh! Ivone. Good bye my love) ou o programa final, com Herman a disparar, de carabina em punho, estúdio fora, destruindo electrodomésticos e todo o cenário. O Humor de Perdição trouxe as entrevistas históricas a Florbela Espanca “ó filho faz-me qualquer coisa”, a Camões “Uh! Uh! Tens filhas, tens filhas. Traz também. Uh!” e à Rainha Santa Isabel que de tão polémica levou ao fim do programa. O mais sofisticado “Casino Royal” foi talvez o seu trabalho mais incompreendido, mas ainda assim com muitos momentos de grande qualidade. A Herman Enciclopédia, com fases menos felizes, tinha ainda assim personagens fabulosas como o Mike e Melga ou o Diácono Remédios e a sua mãe Rute Remédios.
Os Gatos já fizeram sketches realmente excelentes, mas basta o programa do último Domingo – em o que apenas me arrancaram um leve sorriso – para perceber que o caminho para que possam ser comparados com o Herman é ainda longo. O pior é que os Gatos, além de estarem a esgotar a sua imagem em incessantes anúncios à PT – percebe-se que o dinheiro compra muita coisa e afinal Herman não foi o único a pensar assim –, estão a adquirir tiques de vedetas, em especial o Ricardo Araújo Pereira, para os quais ainda não têm estatuto. Com tudo isto não quero dizer que os Gatos são maus, muito antes pelo contrário, mas acho que só a falta de concorrência que vão tendo por este país os torna umas vedetas incontestáveis e isso só os pode prejudicar, a eles e a nós que podemos perder um grupo que tem de facto, ainda que nem sempre, muita graça.
9.2.07
Agenda em dia
8.2.07
Prioridades
Dentro dos primeiros, há os que valorizam mais a liberdade da mulher por a considerarem um valor superior à vida do feto, e os que valorizam mais a liberdade da mulher por considerarem pura e simplesmente que não existe vida humana no feto. Dentro dos segundos, há os que valorizam mais a vida do feto porque a acham uma vida humana como qualquer outra vida humana; e há os que, não atribuindo à vida do feto o mesmo valor que atribuem à vida de um ser humano nascido, ainda assim, consideram-na mais valiosa que a liberdade da mulher (em abortar e em fazê-lo de forma segura).
Qualquer uma destas posições é politicamente legítima. Independentemente dos conhecimentos sobre medicina, física, ética, filosofia, lógica, matemática, direito ou trabalhos manuais que cada um tenha, qualquer uma destas posições é politicamente legítima. Por isso há debate, discussão, campanhas, urnas, votos, referendo. Por isso, todas as pessoas com mais de 18 anos têm o direito de, no próximo domingo, riscar uma cruz num quadrado.
Um referendo não é uma sondagem de opiniões. A decisão que vai ser tomada dia 11 é uma decisão política. Não num sentido partidário ou sequer ideológico, mas uma decisão política na mais nobre acepção do termo: deve ou não o Estado (o poder público, a comunidade politicamente organizada) continuar a proteger a vida do feto? Deve ou não o Estado, em nome dessa protecção, limitar a liberdade da mulher?”
Ficamos à espera
.

Parabéns ao Corta Fitas por um ano de existência, ao longo do qual se tornou habitual destino de visita.
7.2.07
Over the Rainbow
Eva Cassidy em concerto no Blues Alley.
Uma das minhas vozes favoritas numa versão comovente de Over the Rainbow.
Prece
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Fernando Pessoa, “Mensagem”
6.2.07
Padre António Vieira

“A mais poderosa inclinação e o mais poderoso apetite do homem é desejar ser. Bem nos conhecia este natural o demônio, quando esta foi a primeira pedra sobre que fundou a ruína a nossos primeiros pais. A primeira coisa que lhe disse e que lhe prometeu foi que seriam: Eritis (Gên. 3,5), e este eritis, este sereis foi o que destruiu o mundo. Não está o erro em desejarem os homens ser, mas está em não desejarem ser o que importa. Uns desejam ser ricos, outros desejam ser nobres, outros desejam ser sábios, outros desejam ser poderosos, outros desejam ser conhecidos e afamados, e quase todos desejam tudo isto, e todos erram. Só uma coisa devem os homens desejar ser, que é ser santos. Assim emendou Deus o sereis do demônio com outro sereis, dizendo: Sancti eritis, quia Ego sanctus sum . O demônio disse: Sereis como Deus, sendo sábios; e Deus disse: Sereis como Deus, sendo santos. E vai tanto de um sereis a outro sereis, que o sereis do demônio não só nos tirou o ser como Deus, mas tirou-nos também o ser, porque nos tirou o ser santos, e o sereis de Deus, exortando-nos a ser santos, como ele é, não só nos restitui o ser como Deus, senão também o ser. Quando Moisés perguntou a Deus o que era, respondeu Deus definindo-se: Ego sum qui sum (Êx. 3,14): Eu sou o que sou — porque só Deus tem por essência o ser. Agora diz a todos os homens por boca do mesmo Moisés: Se sois tão amigos e tão ambiciosos de ser, sede santos, e sereis, porque tudo o que não é ser santo, é não ser. Sede rei, sede imperador, sede papa: se não sois santo, não sois nada. Pelo contrário, ainda que sejais a mais vil e mais desprezada criatura do mundo, se sois santo, sois tudo o que pode chegar a ser o maior e mais bem afortunado homem, porque sois como aquele que só é e só tem ser, que é Deus. Todo o outro ser, por maior que pareça, não é, porque vem a parar em não ser. Só o ser santo é o verdadeiro ser, porque é o que só é, e o que há de permanecer por toda a eternidade.”
in Sermão de Todos os Santos
5.2.07
Diálogos Imaginários
– A precisar de mandar vir mais da quinta, menino.
– Isto este ano está um gasto nunca visto.
– Estamos a perder o clima tranquilo que tínhamos. Mas não se preocupe que eu peço aos caseiros para enviarem mais uma camioneta.
– Obrigado Charles, sem lareiras fica mesmo insuportável estar nesta casa.
2.2.07
Publicidade institucional
1.2.07
1 de Fevereiro de 1908
Sugestão
Facilidades
Liberalizar o aborto será torná-lo, oficialmente, num método contraceptivo, apesar de hoje ser possível uma contracepção quase 100% segura (há, sempre, uma milionésima possibilidade de falhar). Há gravidezes indesejadas, é um facto, mas o que importa é perceber porquê e ajudar as mulheres a actuarem antes. Ou então ajudá-las a ter essa criança, criar-lhes condições para uma maternidade digna. Permitir o aborto, sem antes tentar evitá-lo, é seguir a via do facilitismo e da desresponsabilização do estado, e isso, para mim, é inaceitável. Agisse o estado assim noutros assuntos e poderíamos ter lojas de venda e injecção de heroína, um problema social e de saúde pública tal como o aborto, como forma de impedir o tráfico e as más condições de ingestão da droga. Seria fácil de executar, até se acabava com o tráfico, mas seria aceitável para a sociedade?
Contracepção
30.1.07
Sugestão
Import-Export
29.1.07
A questão real
28.1.07
Brava Dança dos Heróis
Cantemos alto nossa vitória”
Um sincero bravo para a nossa selecção de rugby que ontem ganhou a Marrocos, dando mais um passo no apuramento para a Taça do Mundo, apenas faltando ganhar ao Uruguai. Num país obcecado com o futebol, os feitos de uma selecção formada por amadores, num desporto sem tradição em Portugal, vão sendo esquecidos. Por isso convém lembrar esta Equipa, liderada por Tomaz Morais, que insiste em ganhar e está a um passo de um feito histórico.
27.1.07
Dúvida do dia
Agradecimento do dia
26.1.07
Mundo
Honestidades
25.1.07
Lisboa
Rabos-de-palha
Bestas
24.1.07
Versões
Leonard Cohen
“Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love”
Aqui ao lado interpretada pelo próprio e também na versão de Madeline Peyroux.
Anúncios
22.1.07
Conversas
Modas
"Assim Não"
19.1.07
História Curta
O Incrível
16.1.07
Frase do Dia
Aníbal e Maria Cavaco Silva em entrevista à SIC
Olivença
Idiossincrasias
A preocupação que me resta é o espectro da velhice que me assombra em tempos frios, e o medo de que a primavera não venha a ser suficiente para evitar que me torne num rezingão habitante de Lisboa a suspirar por serões provincianos o mais século dezanove que seja possível. Claro que não preciso de chegar à primavera e, no espaço de um ou dois dias, Lisboa volta a piscar-me o olho como o fez na passada sexta-feira, em que a tarde arrastou a impossibilidade de uma “magic-hour” de luz em que o tempo parecia ter feito pausa ao amanhecer apenas voltando a andar ao pôr-do-sol. Não é fácil de acreditar, mas apetecia sair de máquina fotográfica em punho e deambular pelas ruelas estreitas viradas ao rio e encher rolos e rolos com imagens impossíveis de uma cidade por vezes tão feérica que duvidamos da sua existência.
Que país!
Os dez primeiros são, dentro da restante anormalidade, um saudável oásis de sensatez, isto, é claro, se não nos importarmos que, em pleno século XXI, duas personalidades absolutamente anti-democráticas, duas faces da mesma moeda do Portugal recente, sejam incensadas e, pasme-se, considerados “Grandes Portugueses”. Nesta companhia até serão esquecidos os crimes perpetrados pelo eminente Marquês de Pombal, também ele nos dez primeiros. Os restantes serão mais consensuais, o que nem é o mais importante, mas pelo menos são escolhas aceitáveis, discutíveis como quaisquer outras, mas aceitáveis, a saber: D. Afonso Henriques, Aristides de Sousa Mendes, Fernando Pessoa, Infante D. Henrique, D. João II, Camões e Vasco da Gama. Não está mal, afinal sempre temos sete escolhas naturais em dez, já no restante…o melhor é até agrupar por categorias: os “delirantes” Maria do Carmo Seabra – por certo a irónica candidata da sempre activa FENPROF, Hélio Pestana – o auto denominado actor de novelas, Vítor Baía, Pinto da Costa – pretenso bandido, Catarina Eufémia, Mariza e Sousa Martins; os “obscuros” João Ferreira Annes de Almeida – padre luterano, Teixeira Rebelo – fundador do Colégio Militar, Adelaide Cabete, António Andrade – padre missionário; os “de grandes provas dadas” Cristiano Ronaldo, Ricardo Araújo Pereira e Mourinho; os “criminosos” Afonso Costa, Otelo e Vasco Gonçalves; os “enormes” políticos Sócrates, Pintassilgo, Jardim, Sampaio, Cavaco e Marcello Caetano. Enfim, uma amálgama de disparates, sobre valorizações e escolhas que, pensando bem, apenas se podem dever a uma fina ironia que desconhecia aos portugueses.
15.1.07
Aulas Estéreo
12.1.07
Memória
Claustro da Basílica do Bom Jesus, Velha Goa, 2004
A propósito da viagem presidencial à Índia, muito se tem falado de história, de nostalgia e de memória. Foi muito apreciado o distanciamento sobre o nosso passado por essas terras distantes. O que interessa agora é o futuro, as novas tecnologias e o Silicon Valley indiano. Neste país cada vez mais tecnocrático, o passado é coisa longínqua e a esconder, a esquecer em nome da eficiência e de uma suposta diplomacia económica que nos seja conveniente. O Portugal que se vem construindo faz por esquecer que, talvez por um acaso, a história de Portugal vai um pouco atrás e, imagine-se a lembrança, tem quase nove séculos.
O esquecimento da história nunca trouxe nada de bom, ignorar o passado em nome do futuro será sempre um redondo disparate pois nós, pessoas ou, no caso, países, somos um somatório de memórias que nos tornou o que somos hoje. Recusar olhar para trás, não numa romagem de saudade e autismo, mas numa compreensão de factos, acontecimentos e feitos, é recusar aprender com erros cometidos ou negligenciar uma identidade que é o alicerce mais forte de um país. Os estados, como as pessoas, não gostam de afrontamento directo, mas respeitam mais um aliado, ou amigo, que afirme a sua identidade e personalidade, do que uma entidade inócua que se lhes apresenta subserviente.
Portugal não devia, como é evidente, aproveitar a viagem à Índia para efectuar comícios sobre a invasão de Goa, Damão e Diu. Foi um acto de guerra evidente, que contrariou todo o direito internacional, mas não terá tido também o Estado Português, à época, uma atitude irresponsável e disparatada? Independentemente disso, o tempo passou e hoje Goa é parte inquestionável da Índia. O que não é admissível é que em Goa seja tão difícil manter as raízes de uma cultura indo-portuguesa que persiste em resistir, sem que o nosso Estado algo faça para ajudar. O que não é admissível é que Goa seja tido como um caso perdido, logo esquecido. Um país que não sabe conviver com as suas memórias é um país fraco, pouco respeitável, e na Europa, e mundo, da actualidade esse pecado poderá pagar-se muito caro em tempos futuros. Portugal pode ser um país de modernidade Socrática, mas para o ser não tem de esquecer a história que o fez ser um país de facto.
11.1.07
Versões
O sal das minhas lágrimas de amor
Criou o mar
Para nos unir e separar
Pudesse eu te dizer
A dor que dói dentro de mim
Que mói meu coração nesta paixão
Que não tem fim
Ausência tão cruel
Saudade tão fatal
Saudades do Brasil em Portugal
Meu bem, sempre que ouvires um lamento
Crescer desolador na voz do vento
Sou eu em solidão pensando em ti
Chorando todo o tempo que perdi
Modernidades
10.1.07
9.1.07
História Curta
Olhou o sol que caía através do vidro embaciado pelo ambiente aquecido. Agarrou o telefone, mas uma vez mais o medo ganhou a batalha. Mais um dia, mais uma vez em que a sua vida parou sem explicação aparente que não a cobardia.
8.1.07
Cantinho do Hooligan
Dores de Barriga
Os Gato Fedorento estiveram ontem particularmente divertidos, em especial com este “Baú da Memória” resgatado aos confins do arquivo da RTP. O sofá quase perdeu a estabilidade e a tosse que se seguiu parecia provir de dois maços de cigarros fumados. Não bastava a cantora Ana, com o seu deslumbrante fato de Vinil em Barcarena-Style, e o inefável Luís Pereira de Sousa, um dos chatos mais chatos, mas mesmo mais chatos da história da televisão portuguesa. A peça final, proveniente dos Açores, é uma pérola capaz de devastadoras consequências a quem a visualizar.
4.1.07
Actualidades atrasadas I
Actualidades atrasadas II
2.1.07
Os melhores do ano
Regresso
28.12.06
Noite de Natal
22.12.06
Natal

A todos os leitores que fazem o favor de por aqui passar, assim como aos bloggers que ajudaram a fazer deste ano um tempo mais suportável, este blog deseja um Santo Natal.
20.12.06
Música de Natal
There was a boy, a very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far, over land and sea
A little shy and sad of eye, but very wise was he
And then one day, a magic day he passed my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me: "The greatest thing you'll ever learn
Is just to love and be loved in return"
Definição do dia
18.12.06
Ironias
Definição do dia
TLEBS – Masturbação intelectual de linguistas, perpetrada com um total desconhecimento da realidade e encarando as crianças como simples cobaias.
Advento
“Ainda uma nota mais sobre o dia de Natal que se aproxima: lamento profundamente que a mensagem subjacente ao nascimento do nosso Senhor, do Rei dos reis, Deus feito homem, tão equivocamente tenha vingado em dois mil anos de catequização. Que o Salvador afinal nasce gloriosamente pobre e indefeso numa manjedoura, numa nação ocupada e reprimida... Que a mais fantástica e bela história do mundo indica-nos inequivocamente um caminho de libertação e de felicidade, justamente na entrega, e não na conquista. No dar e não no receber. E que a redenção se conquista em tudo ao contrário do que ensurdecedoramente nos “vendem” por todo os recantos desta civilização decadente. E que é ao libertarmo-nos do nosso sôfrego e deprimente umbigo que podemos alguma vez realizarmo-nos como homens livres. E que o nosso coração frio e egoísta é a imagem das albergarias de Belém quando se fecharam a Maria e José em vésperas do Grande Acontecimento. E que se vivermos o Natal de Jesus, nem que seja por um dia, seremos indubitavelmente melhores pessoas e mais felizes.Assim Deus me ajude a viver este Natal.”
João Távora in Corta-fitas
17.12.06
Natal em Lisboa
Essencial
Petição
Nos links aqui do lado, na secção “e agora…”, pode o leitor aproveitar para assinar a petição contra a irresponsável e idiota TLEBS. A bem deste país e da sanidade mental dos portugueses.
15.12.06
Corrupções
12.12.06
Lisboa
Ditaduras
11.12.06
5.12.06
Açoites
.
Enquanto ficares à espera
Ninguém te vem ajudar”
Jorge Palma, “Portugal, Portugal”
4.12.06
Delírios
1.12.06
Comemoração e Pessimismo

29.11.06
Camarate
28.11.06
Colecções
24.11.06
Dia Imaginário
23.11.06
Tarde Em Itapuã
Para não esquecer a música muito cá de casa, aqui vai Vinicius de Moraes em concerto com Miucha, Tom Jobim e Toquinho. Apesar de estar a ser filmado para a televisão, a ideia de uma informal noite entre amigos está presente na garrafa de Whisky que se vai esvaziando ao ritmo da Bossa Nova. Além de um grande poeta, que bela companhia para uma noite de copos seria Vinicius.
22.11.06
CCB
21.11.06
Coisas Divertidas
The Departed – Entre Inimigos

Agradecimentos
20.11.06
Lisboa
16.11.06
Isto promete!
A julgar pelos excelentes vídeos promocionais, e pelo elenco, este parece ser um “filme” recomendável. Esperemos pela estreia que, ao que parece, será dia 25 de Novembro.








