18.5.07

Uma certeza

O futuro do PSD em Lisboa é Negrão.

Outra certeza

O futuro de Marques Mendes no PSD é Negrão.

Procura-se

Primavera à antiga, sem passar de neve na Serra da Estrela a canícula em Lisboa em apenas três dias.

Teoria da conspiração, ou não.

Chega-me à memória uma notícia com umas duas semanas, em que se dava conta dum projecto do governo de criar uma área especial de intervenção, ao exemplo da Expo98, para a zona ribeirinha de Lisboa. Esta área de intervenção teria uma gestão individualizada, com plenos poderes sobre a Câmara e o Porto de Lisboa. O nome que se falava para dirigir era, curiosamente, José Miguel Júdice.
O grande plano de revitalização da Baixa-Chiado tinha como especialista para a área de arquitectura o mesmo arquitecto que tem uma panóplia de obras em curso, ou em projecto, na cidade de Lisboa, e que curiosamente se chama Manuel Salgado.
Apetece dizer – citando a grande erudita portuguesa da contemporaneidade, Margarida Rebelo Pinto – “Não há coincidências”.

16.5.07

Fogos

O governo da Nação aceitou dispensar o seu número dois em nome dos interesses partidários nas eleições em Lisboa, numa ordem de prioridades que vai sendo costumeira. O que assusta é a irresponsabilidade de dispensar o Ministro da Administração Interna, responsável máximo do combate aos fogos florestais, em meados de Maio, ou seja, mesmo em cima do início da época de risco. Há que esperar que os novos programas de prevenção e combate sejam eficazes, mas o certo é que a face política dos mesmos sai de cena, deixando um limbo de responsabilidades no caso de algo correr mal. Os fogos deveriam ser uma prioridade absoluta e inquestionável do país, pena é que, governo após governo, sejam encarados como uma inevitabilidade e desvalorizados de forma infame.

15.5.07

And the winner is…

Os vencedores dos “Thinking Blogger Awards” deste blog são:

A Origem das Espécies
Bomba Inteligente
Estado Civil
Impensável
Portugal dos Pequeninos


Os prémios serão entregues, em data a anunciar, numa cerimónia com a presença de um representante do Governo Civil.

Agradecimentos II

Corado, e com as habituais covinhas, agradeço o “Thinking Blogger Award” com que a Maria teve a gentileza de me presentear. O smoking felizmente está impecável e preparado para as fotografias da praxe. Lembro que não preparei, como é habitual, discurso. Fiquemos por um singelo obrigado.

Agradecimentos I

Ao Réprobo pelo simpático link para este blog no seu “As Afinidades Efectivas”.

1000


Valerá uma imagem mais do que mil posts?

Convento de las Dueñas, Salamanca 2002

A Canalha

A julgar pela decisão de marcar eleições para uma data que impede legalmente qualquer coligação e que dificulta ao máximo a recolha de assinaturas para candidaturas independentes, o Governo Civil de Lisboa merece um aplauso tão grande que se transforme em sova ou espancamento. A distinta lata de o fazer após se conhecer uma candidatura independente da área do partido do governo que, curiosamente, foi o que nomeou a dita Governadora, torna o facto relevante. Este PS consegue uma impunidade que, após o “affaire” Sócrates, já não espanta, mas no mínimo indigna.
Contra isto é essencial oferecer uma subtil, mas sonora, bofetada de luva branca, angariando as assinaturas que permitam a Helena Roseta concretizar a sua candidatura. Visite o blog “Cidadãos por Lisboa” onde poderá encontrar a declaração de propositura a assinar e os endereços e contactos necessários.

Pena

Estava já a pensar combinar um lanchinho ali para os lados de Santo Antão, visitando o Sr. Brito para umas cervejinhas e talvez uns croquetes, quando me lembro que pela minha teimosa e persistente ligação “à terra” lá me encontro recenseado, o que me impede de contribuir com a minha assinatura para concretizar a candidatura de Roseta. Ficará o lanche para outro dia e o inferno com mais uma boa intenção

11.5.07

Queimados

Antes que cheguem os fogos, Pinto de Sousa resolveu tentar imolar António Costa numa candidatura em Lisboa. Mesmo que ganhe, sairá chamuscado a médio prazo pelo erro de casting que é, e não passará muito tempo até que o sólido número dois passe a embaixador de qualquer coisa no estrangeiro, fazendo companhia a outros notáveis queimados como Carrilho ou Ferro Rodrigues. Pinto de Sousa pode não ser engenheiro, pode até não ser culto, mas parece que andou a ler umas coisas do senhor Maquiavel.

Proto-candidatos

António Costa e Manuela Ferreira Leite são os dois pesos pesados de quem se fala. Grandes escolhas sustentadas num enorme interesse em Lisboa e num conhecimento sedimentado dos problemas da cidade. São projectos e ideias conhecidas, conceitos de cidade e do que ela deve ser, indispensáveis a uma campanha de curta duração sem tempo para grandes estudos. Lisboa ganhará mais um presidente que sabe o que quer, a exemplo de Santana Lopes ou Carmona Rodrigues com os seus projectos sustentados e coerentes para a capital.

Que mulher!



Agatha Christie a fazer surf no Havai.
A fotografia é real e figura na sua Autobiografia.
Uma delícia.

Pesos e medidas

“…Se você mesmo duvida que haja algo especial, faça-se as perguntas que eu sempre me faço: por que o Papa causa mais escândalo e ódio, por que ele é mais vítima de calúnias e idiotices (por exemplo, a foto da capa do Globo de hoje, que o mostra pisando no Brasil com o pé esquerdo e aludindo ao fato) do que outros líderes, digamos, “espirituais”? Já observei que ninguém enche o saco do Dalai Lama por causa do celibato do budismo tibetano. O jejum católico é sinistro, mas o festival de cacetadas que é a prática do budismo zen é supostamente algo profundíssimo. E, é claro, fazer dieta só para ficar muito magro: coisa naturalíssima. Se Al Gore (que até o fim dos anos 90 era o modelo universal de idiota, lembram?) diz que você tem que fazer milhões de sacrifícios em nome da prevenção do “aquecimento global”, tudo bem; mas se o Papa sugere que você seja um cara mais paciente, e não se entupa de comida, ele está ameaçando a sua liberdade. Isso porque ele nem pode passar leis nem cobrar impostos.
Todos os filisteus do mundo odeiam o Papa, e isto é quase uma prova suficiente de que Deus está do seu lado.”
in O Indivíduo

10.5.07

Bravo

Helena Roseta apresentou-se como candidata independente à Câmara de Lisboa. Por aqui já se escreveu sobre a indiferença perante os partidos no que ás autarquias diz respeito, não é preciso memória muito apurada para recordar as calamidades que o “bem intencionado” Abecassis fez em Lisboa, para perceber bem a importância (pouca) da filiação partidária num bom trabalho autárquico. Muito mais importante do que ser de esquerda ou direita é ter um projecto e uma ideia para a cidade. Acredito que Helena Roseta terá essa ideia de cidade para Lisboa e basta que encontre uma equipa adequada para protagonizar um projecto sólido para a capital. Não sei se vai ser a melhor candidatura a ir a votos, mas coloca desde já um patamar de exigência que obrigará os partidos, e outras eventuais candidaturas independentes, a escolher personalidades credíveis.
O espectáculo degradante que os partidos ofereceram em Lisboa – lembremos a saída de Nogueira Pinto, o abandono de Carrilho, a novela da queda do executivo – merecem uma penalização, por isso mereciam que candidaturas independentes ganhassem força e os derrotassem nas urnas. Lisboa não deve ser o palco de irresponsabilidades por parte de partidos em constantes duelos tácticos que nada têm a ver com a cidade. O estado da Câmara é de tal modo calamitoso que será muito mais fácil a candidaturas independentes criar entendimentos que permitam uma governação em estado de emergência para os próximos dois anos.
Adivinho já os comentadores mais cegos a insistirem em ver a política autárquica como um reduto de ideologias (ler interesses) partidárias(os) procurando em Roseta defeitos terríveis que deitem abaixo, quanto possível, a sua candidatura. Assim é sempre, pois os partidos são sempre maus, mas quando surgem movimentos apartidários, ou próximo disso (não esquecer que até ontem Roseta era filiada no PS), há sempre qualquer coisa “terrível” que leva a uma cruzada pela sua destruição. Por isso a nossa democracia assim vai andando, de desastre em desastre, com o mesmo sistema partidário de há 30 anos, com uma média de 35% de abstenção, e com a alegre conivência da nossa “inteligentzia”.

Por Lisboa

A propósito de Lisboa, cheguei, via O Carmo e a Trindade, a esta petição a propósito da destruição das árvores do jardim do Campo Pequeno. Não é coisa pouca deitar abaixo quase duzentas árvores de porte admirável por supostas, por não comprovadas, questões fitossanitárias. Numa cidade em que os espaços verdes vão rareando, é uma indignidade rebentar com um jardim inteiro para depois o reconstruir. Quantos anos passarão até este jardim voltar a ter o aspecto a que nos habituámos?

Aznar e o vinho

Agora que os seus tempos de governo já passaram, Jose Maria Aznar está em grande forma libertária. Este vídeo é absolutamente imperdível.

9.5.07

Diferenças

Mário Lino fez questão de mostrar a diferença em relação a Pinto de Sousa, ele é, de facto, licenciado em Engenharia e está inscrito na ordem. Pena é que em matéria de Ota a obstinação seja comum.

7.5.07

Procura-se

Presidente do partido mais votado nas últimas legislativas, que esteve estranhamente ausente da campanha para as eleições de uma região autónoma – desencadeadas por reacção a uma lei aprovada pelo governo que lidera – onde o seu partido conseguiu um digníssimo resultado de 15% dos votos. Ouço falar em cobardia, mas não creio, talvez “putativa cobardia”, sempre encaixa melhor no perfil.