Leio no DN: "Pinto de Sousa acusado pelo Ministério Público". Sustenho a respiração e imagino o que o nosso primeiro-ministro possa ter feito para que, no estado em que as coisas estão, o Ministério Público tenha tido o topete de o acusar de algo. Linhas abaixo leio que são acusações de corrupção sobre árbitros e fico um pouco baralhado até perceber que a notícia se refere a um ex-presidente do conselho de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O Pinto de Sousa afinal é outro, mas esta coisa dos jornalistas não escreverem devidamente as notícias leva a confusões manifestamente desnecessárias.
24.7.07
20.7.07
A não perder
Ainda a propósito do meu jantar de ontem, falou-se sobre esta música e corri ao You Tube na esperança de a encontrar. Prova superada e aqui está: "Something Stupid" de Frank e Nancy Sinatra, na versão portuguesa "Tu, Só tu" por Simone e Marco Paulo. Um mimo.
19.7.07
O verão anda hesitante por aí

"Taverna by the sea"
Ática, perto de Sounion, Grécia. 1937.Copyright: Herbert List / Magnum Photos
Aborrecimentos
O dito Quarteto que resolveu reunir-se em Lisboa baralhou a cidade com os esquemas de segurança. Isto de ter de receber gente com a cabeça a prémio, coisas da Presidência Europeia, é uma imensa maçada, pelo que o melhor mesmo é aproveitar os conselhos do Nóbel e passar tudo para os espanhóis, ao menos passam a aborrecer os madrilenos e deixam-nos por aqui em paz.
18.7.07
Ele há gente!
A Presidente da Distrital do PSD de Lisboa – Paula Teixeira da Cruz – achou por bem demitir-se, após longa e ponderada reflexão depois da noite eleitoral que lhe correu de feição. Até estranho que se o tenha feito, pois a senhora parece ter Super Cola 3 nas mãos no que diz respeito ao poder e, tal como fez com a Presidência da Assembleia Municipal, achei que se ia agarrar à Distrital com o tal produto que até colava cientistas ao tecto. Engano, lá se demitiu, mas, e há sempre um mas, não assumiu ainda assim o magnífico resultado do seu partido, pois parece que a culpa afinal não foi dela e, pasme-se, também não foi de Carmona, foi do Presidente da Câmara de Gaia e dos seus seguidores. Mau perder ou falta de espírito democrático?
17.7.07
Coisas da Vida Boa
As novas colecções da Livros Cotovia – Dona Raposa e Raposa Matreira – que se prevê façam chegar à língua portuguesa alguns mestres da literatura inglesa. Waugh (o Evelyn, finalmente traduzido), Mittford e o mais que delicioso P.G. Wodehouse que me acompanhou no último par de dias arrancando-me estridentes, prolongadas e gostosas gargalhadas.
Antes o futebol
Os eleitores que votaram no novo Presidente da Câmara não chegavam para encher o Estádio da Luz, os de Carmona e Roseta juntos excediam em pouco a lotação de Alvalade e os do PSD cabiam à vontade no Estádio do Restelo.
16.7.07
Vitória
António Costa era número dois de um governo eleito com maioria absoluta. Costa candidatou-se contra um PSD esfrangalhado pela polémica com Carmona. Costa surgiu com o élan dos grandes vencedores, bem medido nos apoios que tinha. Costa pediu durante toda a campanha que lhe dessem a maioria absoluta. António Costa acabou por ganhar as eleições com seis vereadores em dezassete. Que grande vitória!
Coerência
Depois do atropelamento de Pinto de Sousa a Manuel Alegre, o PS manteve-se coerente e António Costa atropelou ontem a declaração de Helena Roseta. Como diria o insigne Jorge Coelho: quem se mete com o PS leva. Nem mais!
Massas
A grandeza da vitória mobilizadora de Costa esteve bem expressa nos militantes que para a comemorar vieram de Mafra, Cabeceiras de Basto ou Alguidares da Beira.
13.7.07
11.7.07
Sindicato de interesses I
Como a sonífera campanha deixava adivinhar, os candidatos à Câmara de Lisboa parece que andam numa arrastada sesta que até os impede de ler jornais. Aqui já se falou faz algum tempo do convite a Júdice e das questões éticas em redor de Manuel Salgado, no que parecia a criação não de uma lista à Câmara, mas de um sindicato de interesses em redor de Lisboa com o apoio expresso do governo. O despertador lá tocou e, depois de anteontem se atirarem a Salgado, ontem foi a vez de Júdice revelar estar pronto a aceitar o cargo de coordenador da recuperação da frente Tejo de Lisboa perante a indignação geral dos candidatos.
Sindicato de interesses II – Política de mercado
Alguém acredita que relação entre o convite, do governo, e a saída do PSD e o estatuto de mandatário de António Costa será uma absoluta coincidência, sem nada a apontar em termos de arranjinhos e ética política? Júdice é, inquestionavelmente, um advogado bem sucedido profissional e economicamente, mas a atracção do poder revelou-se e, como seria uma enorme maçada lutar por ele indo a votos, lá resolveu a questão com a ajuda de Pinto de Sousa e de Costa. A coisa tem o mérito de não ter sido secreta, ao contrário do que alguns candidatos agora querem fazer querer, Júdice simplesmente vendeu o seu apoio a Pinto de Sousa, nas suas crónicas de opinião, e a Costa, aceitando ser seu mandatário, em troca de um cargo de enorme prestígio e poder. O argumento de que não será remunerado não me parece ter qualquer importância, até porque falamos de alguém que disse que o Estado apenas deveria recorrer aos cinco maiores escritórios de advogados do país, entre os quais o seu, sendo que com as boas relações que mantém com Pinto de Sousa não será difícil de perceber a via aberta que terá para os negócios do Estado.
Sindicato de interesses III – Ligações dúbias
Quanto ao arquitecto Manuel Salgado, parece que ele diz que vende o atelier caso seja eleito vereador e que, como tal, fica sem interesses em Lisboa. Se tivesse oportunidade, gostava lhe fazer as seguintes perguntas em relação aos seus projectos que estejam a aguardar aprovação: Vai dizer aos promotores que já não podem construir como seu projecto? Vai passar o seu projecto a outro arquitecto para o poder aprovar? Vai arranjar forma de que, apesar de ser o vereador do Urbanismo, a aprovação do projecto não dependa de si?
O interesse de um arquitecto num projecto não termina nunca, mas se podemos definir um limite de interesse real, esse limite é o fim da construção do mesmo. Por isso não tem qualquer importância saber que projectos Salgado já fez em Lisboa, o que importa é saber quantos e quais estão para aprovação na Câmara, pois serão estes a ter um real interesse para ele, para os promotores imobiliários e para a Câmara, e incorrem, sem qualquer dúvida, num enorme conflito de interesses.
Aquilo que se adivinhava com os nomes escolhidos parece estar a concretizar-se – e nem vou falar de Nogueira Pinto que também parece estar a comprar o seu lugar no Plano Baixa-Chiado com o apoio a Costa –, a candidatura de Costa não é uma lista concorrente à Câmara com uma ideia para Lisboa, é um sindicato de interesses organizados que, ainda antes de entrar em funcionamento, já começa a ser conhecido. Esse mérito lhe seja dado, assim ao menos as pessoas têm oportunidade de saber naquilo que estão a votar.
O interesse de um arquitecto num projecto não termina nunca, mas se podemos definir um limite de interesse real, esse limite é o fim da construção do mesmo. Por isso não tem qualquer importância saber que projectos Salgado já fez em Lisboa, o que importa é saber quantos e quais estão para aprovação na Câmara, pois serão estes a ter um real interesse para ele, para os promotores imobiliários e para a Câmara, e incorrem, sem qualquer dúvida, num enorme conflito de interesses.
Aquilo que se adivinhava com os nomes escolhidos parece estar a concretizar-se – e nem vou falar de Nogueira Pinto que também parece estar a comprar o seu lugar no Plano Baixa-Chiado com o apoio a Costa –, a candidatura de Costa não é uma lista concorrente à Câmara com uma ideia para Lisboa, é um sindicato de interesses organizados que, ainda antes de entrar em funcionamento, já começa a ser conhecido. Esse mérito lhe seja dado, assim ao menos as pessoas têm oportunidade de saber naquilo que estão a votar.
10.7.07
Coisas de Comida
Pede-me o Impensável que entre na cadeia alimentar das últimas cinco refeições que circula na blogosfera. Dada a manifesta vergonha de confessar o meu almoço de Domingo, protelei em um dia a resposta tentando que, com verdade, pudesse falar dos meus hábito alimentares mais recentes sem a espada da chacota sobre o meu pescoço.
O jantar de Domingo (repare-se que o almoço já foi esquecido):
Bifes de frango temperados com limão, Mélange Tangériene e Gengibre, acompanhados por couscous.
Vinho branco Duque de Viseu.
Café Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(ficou a faltar: uma salada de rúcola temperada com azeite e vinagre balsâmico; umas fatias de manga)
Pequeno-almocei ontem:
Torradas de pão de mistura com manteiga e compota de chá Marco Pólo da Mariáge Fréres, acompanhadas pelo excelente “Thé dês Poêtes Solitaires” da mesma marca.
Café Arpeggio (Nespresso).
(ficou a faltar a fruta, talvez num sumo de tangerina)
Almoço:
Umas singelas salsichas frescas com arroz branco e um ovo estrelado.
Capriccio (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou, por manifesta incúria, uma saladinha de tomate e pepino – temperada com azeite, vinagre de vinho branco e flor de sal – e também um pouco de queijo da Ilha de S. Jorge com compota de framboesa.)
Jantar:
Lombos de pescada no forno em papel de alumínio, temperados com noz-moscada, pimenta, louro e um pouco de piripiri seco, acompanhados por uma salada de tomate com manjericão fresco e batatinhas novas no forno.
Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou queijo fresco com pão de mistura)
O almoço de hoje foi:
Sopa de legumes.
Chocos grelhados com batata cozida e salada de alface e cenoura.
Salada de frutas.
Café e um Português Suave.
(faltaria uma salada mais completa e um adequado molho de vinagrete para os chocos)
Quanto à cadeia acho que vai ficar por aqui. Não vou passar, por hora, a ninguém esta mensagem. Sim, um pouco desmancha-prazeres, é um facto, mas enfim, assim será.
P.S. O almoço de Domingo foi mesmo muito mau, mesmo dentro do escolhido, que já nada de bom augurava, estava mesmo muito mau, daí a caridade de não partilhar um momento tão traumatizante.
O jantar de Domingo (repare-se que o almoço já foi esquecido):
Bifes de frango temperados com limão, Mélange Tangériene e Gengibre, acompanhados por couscous.
Vinho branco Duque de Viseu.
Café Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(ficou a faltar: uma salada de rúcola temperada com azeite e vinagre balsâmico; umas fatias de manga)
Pequeno-almocei ontem:
Torradas de pão de mistura com manteiga e compota de chá Marco Pólo da Mariáge Fréres, acompanhadas pelo excelente “Thé dês Poêtes Solitaires” da mesma marca.
Café Arpeggio (Nespresso).
(ficou a faltar a fruta, talvez num sumo de tangerina)
Almoço:
Umas singelas salsichas frescas com arroz branco e um ovo estrelado.
Capriccio (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou, por manifesta incúria, uma saladinha de tomate e pepino – temperada com azeite, vinagre de vinho branco e flor de sal – e também um pouco de queijo da Ilha de S. Jorge com compota de framboesa.)
Jantar:
Lombos de pescada no forno em papel de alumínio, temperados com noz-moscada, pimenta, louro e um pouco de piripiri seco, acompanhados por uma salada de tomate com manjericão fresco e batatinhas novas no forno.
Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou queijo fresco com pão de mistura)
O almoço de hoje foi:
Sopa de legumes.
Chocos grelhados com batata cozida e salada de alface e cenoura.
Salada de frutas.
Café e um Português Suave.
(faltaria uma salada mais completa e um adequado molho de vinagrete para os chocos)
Quanto à cadeia acho que vai ficar por aqui. Não vou passar, por hora, a ninguém esta mensagem. Sim, um pouco desmancha-prazeres, é um facto, mas enfim, assim será.
P.S. O almoço de Domingo foi mesmo muito mau, mesmo dentro do escolhido, que já nada de bom augurava, estava mesmo muito mau, daí a caridade de não partilhar um momento tão traumatizante.
O escândalo do debate
A sabujice da RTP, que conseguiu que o aeroporto de Lisboa se tornasse assunto acessório e poupou António Costa a ter de se pronunciar sobre ele.
Uma imagem do debate
O ar incrédulo e fascinado de Costa perante as intervenções de Gonçalo da Câmara Pereira.
5.7.07
Lisboa
Uma luz brilhante realça contornos de árvores e do casario. E o Tejo, sempre o Tejo, imenso e largo, num azul mexido por vento e cacilheiros. Os pássaros, tantas vezes ausentes, pousam suavemente nas mesas, pequenos pardais saltitantes que nos distraem, personagens secundárias da estrela costumeira, o universo azul brilhante aos pés de telhados que descem em escada. A beleza absorve o ruído e há um quê de província, de outros tempos, que traz um optimismo cada vez mais escasso.
O fascínio de Lisboa deve-se em muito a sítios quase secretos, quartos escondidos, na aparência reservados a iniciados de uma qualquer sociedade, mas descobertos com facilidade por quem tenha na vida a procura como um fim e, como Corto Maltese, sempre esteja em busca de um tesouro perdido, de mais um tesouro perdido, e como Corto não o faça por um espírito mercenário, mas por um simples querer encontrar.
Dias como hoje, com momentos em refúgios de paz e beleza, fazem crer em Lisboa e suspirar com desesperada ansiedade para que a não estraguem, para que a não tornem numa cidade asséptica e anónima, negação absoluta do que sempre foi a essência de Lisboa.
O fascínio de Lisboa deve-se em muito a sítios quase secretos, quartos escondidos, na aparência reservados a iniciados de uma qualquer sociedade, mas descobertos com facilidade por quem tenha na vida a procura como um fim e, como Corto Maltese, sempre esteja em busca de um tesouro perdido, de mais um tesouro perdido, e como Corto não o faça por um espírito mercenário, mas por um simples querer encontrar.
Dias como hoje, com momentos em refúgios de paz e beleza, fazem crer em Lisboa e suspirar com desesperada ansiedade para que a não estraguem, para que a não tornem numa cidade asséptica e anónima, negação absoluta do que sempre foi a essência de Lisboa.
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