“O espanhol, homem qualquer, sem dinheiro ou influências que fazem os abusos serem pagos caro, foi abusado pela modernidade. Pela Internet, que trouxe mais liberdades a todos, até aos canalhas. O espanhol tem um filho esquizofrénico, já quarentão, que por vezes faz tristes figuras que provocam risos alarves. Mas a proximidade do bairro e o freio dos homens bons ajudavam a que o insulto se circunscrevesse a alguns irresponsáveis. Agora, não foi assim. Uns energúmenos puseram no YouTube imagens do esquizofrénico a fazer de índio sioux. O pai, que esteve décadas a aguentar risinhos à socapa, desta vez acha que é de mais. O chegar a todo o lado e a irresponsabilidade que o YouTube permite deixam o espanhol impotente. Claro que este caso (e outros e outros que vão repetir-se) irá obrigar a antídotos. Nessa altura vai dizer-se que há censura. E eu digo: que já tarda. Porque me agrada a censura que interdita que me cuspam na rua.”
12.10.07
Censura?
“O espanhol, homem qualquer, sem dinheiro ou influências que fazem os abusos serem pagos caro, foi abusado pela modernidade. Pela Internet, que trouxe mais liberdades a todos, até aos canalhas. O espanhol tem um filho esquizofrénico, já quarentão, que por vezes faz tristes figuras que provocam risos alarves. Mas a proximidade do bairro e o freio dos homens bons ajudavam a que o insulto se circunscrevesse a alguns irresponsáveis. Agora, não foi assim. Uns energúmenos puseram no YouTube imagens do esquizofrénico a fazer de índio sioux. O pai, que esteve décadas a aguentar risinhos à socapa, desta vez acha que é de mais. O chegar a todo o lado e a irresponsabilidade que o YouTube permite deixam o espanhol impotente. Claro que este caso (e outros e outros que vão repetir-se) irá obrigar a antídotos. Nessa altura vai dizer-se que há censura. E eu digo: que já tarda. Porque me agrada a censura que interdita que me cuspam na rua.”
10.10.07
Delírios de quase Outono
Tornamo-nos selvagens para selvaticamente combater na bárbara selva, ou
aguardamos serenamente apelando à serenidade dos selvagens não serenos.
Serenar a selva bárbara é tarefa à medida de uma epopeia e isso,
isso é coisa de tempos antigos.
9.10.07
Blog de página em preto
4.10.07
Ai que festa que aí vem!
"Portugal foi-nos roubado"
há que dize-lo a cantar
para isso nos serve o fado
para isso e para não chorar
.
Cinco de Outubro de treta
o que foi isso afinal?
dona Lisboa de opereta
muito chique e por sinal
.
Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano
.
Os heróis republicanos
banqueiros, tropa, doutores
no estado em que ainda estamos
só lhes devemos favores
.
Outubro Maio e Abril
cinco dois oito dois cinco
reina a canalha mais vil
neste branco verde e tinto
.
Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano!
2.10.07
Hoje
Supremo gozo
Teixeira da Cruz representa quase tudo o que me afasta de um político: a suprema arrogância, o desprezo pela opinião contrária, a desonestidade intelectual, a ostensiva falta de educação, a utilização de uma forma tão afirmativa que esconde o conteúdo (logo as ideias). Por isso gostei tanto de a ver perder, o que eu gostei de a ver perder e mostrar que nem isso é capaz de fazer com o mínimo de dignidade, elevação e educação.
1.10.07
Que gozo
Menezes será bom, ou mau, o que para o meu gozo actual é indiferente. Mendes podia ser mais credível, mas era inexistente como oposição ao Pinto de Sousa que até já devia andar maçado com a falta de luta. Não imagino Mendes nem Menezes como primeiro-ministro, mas pelo menos imagino Menezes a dar mais trabalho a Pinto de Sousa e a fazer melhor oposição. Agora, o grande gozo mesmo é ver os ditos Barões em fúria. Que delícia! Que delícia!
28.9.07
27.9.07
Da bola
Grande Santana
26.9.07
Deliciosa Demagogia
Descoberta do dia
Parece que o PSD está em eleições e que os candidatos se chamam Mendes e Menezes. Não fora o beliscão que acabei de dar a mim próprio e pensaria estar a acordar de um pesadelo.
24.9.07
Para pensar
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».”.Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, 16,1-13».”
Four ages of life
21.9.07
A Prova
19.9.07
Esperemos que de alegria!
Tristeza
18.9.07
Sobre a "nossa" hipocrisia
"Portugal teve mais orgulho em quinze pessoas que nunca foram apoiadas do que em toda uma indústria subsidiada (e, já agora, falida) que é o futebol.Ricardo CostaDevo ser dos poucos portugueses que não ficou espantado com as imagens dos jogadores da selecção nacional de râguebi a cantar o hino nacional. Conheço o jogo, tenho filhos que praticam este desporto e sei que toda a actividade do râguebi português gira em torno de boa-vontade, empenho, dedicação e sacrifício. Há ainda características próprias do jogo, que o distinguem de muitos outros, e que fazem de cada partida um “tudo ou nada” em que o colectivo pura e simplesmente apaga a mais ténue vontade de individualismo e fica à vista de todos.
.
"Desde este lugar sem história,
até um lugar na história,
vão apenas dois minutos,
no elevador da Glória"
Rádio Macau – “O Elevador da Glória”
13.9.07
De vergonha
.
P.S. Noto ainda a falta de memória de alguns, que há uns anos atrás gritavam pelo povo oprimido de Timor e se insurgiam com a falta de apoio de alguns países. Agora, curiosamente, já estão do lado dos opressores.
De selecção
Sem tirar o mérito do que já fez, e que é muito, a campanha de apuramento tem feito por desafiar o português mais paciente a resistir a impulsos homicidas contra Scolari. E porque será? Talvez por insistir doentiamente em jogadores fora de forma e com tanta vontade de correr como eu tenho de ler livros do Saramago. Talvez por acreditar numa bailarina de cabelo comprido que no meio do esforço e do tempo perdido a ajeitar o penteado se esquece de fazer aquilo que lhe é pedido, ou seja, marcar golos. Talvez por continuar com um suposto mágico que se esqueceu dos truques em casa e se passeia no campo como a placidez de um nova-iorquino ao Sábado em Central Park. Talvez por se esquecer no banco de jogadores que têm o hábito de correr e, imagine-se, em alguns casos, de resolver jogos. Talvez por achar que defender é sempre o melhor caminho, mesmo quando a coisa corre mal em vezes consecutivas. Talvez por comandar uma equipa cujo futebol entusiasma tanto os adeptos como a selecção de Malta do anos oitenta – porque agora até já evoluíram – apesar da mesma ser formada por um conjunto de jogadores cujo ordenado somado daria para sustentar umas mil famílias de classe média portuguesa. Enfim, por estes e muito mais motivos hoje até me apetecia esmurrar Scolari, até porque os meus raros instintos violentos são sempre com pessoas com uma característica que abunda em Scolari: a arrogância.
11.9.07
10.9.07
Man of the Match

Vasco Uva
Capitão da Selecção Portuguesa de Rugby e eleito o melhor em campo no jogo de hoje contra a Escócia.
6.9.07
Luciano Pavarotti
3.9.07
Resmungo
29.8.07
Corra a ver
Ratatouille é simplesmente delicioso, visualmente deslumbrante e muito, muito, mas mesmo muito divertido. Conselho de amigo, vá à sessão das sete para depois correr para casa cozinhar algo de excêntrico ou, opção igualmente válida, reserve mesa e corra para um óptimo restaurante sonhando que na cozinha estará o pequeno Remy, criando e recriando as melhores das receitas.
28.8.07
Ainda há jornalismo
27.8.07
Verão
Destaque
23.8.07
Regresso
21.8.07
Eco III
Eco II
Eco I
20.8.07
.
9.8.07
Momento intelectual em férias
7.8.07
Férias
3.8.07
A frase mais proferida no Ministério da Cultura.
A senhora da (in)cultura
1.8.07
Época tola
Elogio da mediocridade
O anúncio da demissão da directora do Museu Nacional de Arte Antiga é mais um passo no irreversível caminho para a mediocridade que este país insiste em trilhar. No espaço de pouco tempo o país, o Estado, deu-se ao luxo de dispensar três pessoas que se destacaram nas suas áreas muito para além da simples competência. Paulo Pinnamonti foi afastado compulsivamente do Teatro Nacional de S. Carlos por ter ousado conseguir, supremo ultraje, temporadas de uma qualidade de que não havia memória. Paulo Macedo foi afastado das Finanças por, desprezível insulto, conseguir arrecadar dinheiro impensável dos impostos.
Agora é a vez de Dalila Rodrigues, que estava a conseguir o prodígio de des-mumificar um museu parado no tempo alguns séculos atrás. Ela que resgatou os painéis de S. Vicente de uma sala recôndita e secreta, por certo para exclusivo usofruto dos trabalhadores do museu, para o topo nobre da escadaria. Ela que ousou juntar números inauditos de pessoas em conferências no museu. Ela que sempre estava em busca de novos públicos e quase duplicou o número de visitantes. Ela que estava a ousar conseguir belíssimas exposições periódicas, como a d’ “O Tapete Oriental em Portugal” que ainda ontem inaugurou. Ela que conseguiu importantes mecenatos que só não eram maiores por falta de autonomia administrativa. Ela que finalmente estava a dar a dignidade merecida ao nosso grande museu de arte. Ela que foi compulsivamente, e sem razão aparente, afastada do cargo directora do MNAA pela mão do Ministério da Cultura, esse antro de incompetência, invejas e mediocridade.
Neste país não compensa ser competente, neste país que ainda foi algo porque noutros tempos ousou ousar, hoje ousar é quase crime, justa causa para um despedimento sem contemplações. Assim vamos, num lindo caminho rumo a um poço sem fundo de miséria, de onde vai ser cada vez mais difícil, senão impossível, sair.
30.7.07
Verão
27.7.07
Ainda a “alegada” licenciatura
25.7.07
Justiça
24.7.07
Por momentos...
20.7.07
A não perder
Ainda a propósito do meu jantar de ontem, falou-se sobre esta música e corri ao You Tube na esperança de a encontrar. Prova superada e aqui está: "Something Stupid" de Frank e Nancy Sinatra, na versão portuguesa "Tu, Só tu" por Simone e Marco Paulo. Um mimo.
19.7.07
O verão anda hesitante por aí

Copyright: Herbert List / Magnum Photos
Aborrecimentos
O dito Quarteto que resolveu reunir-se em Lisboa baralhou a cidade com os esquemas de segurança. Isto de ter de receber gente com a cabeça a prémio, coisas da Presidência Europeia, é uma imensa maçada, pelo que o melhor mesmo é aproveitar os conselhos do Nóbel e passar tudo para os espanhóis, ao menos passam a aborrecer os madrilenos e deixam-nos por aqui em paz.
18.7.07
Ele há gente!
17.7.07
Coisas da Vida Boa
Antes o futebol
16.7.07
Vitória
Coerência
Massas
13.7.07
11.7.07
Sindicato de interesses I
Sindicato de interesses II – Política de mercado
Sindicato de interesses III – Ligações dúbias
O interesse de um arquitecto num projecto não termina nunca, mas se podemos definir um limite de interesse real, esse limite é o fim da construção do mesmo. Por isso não tem qualquer importância saber que projectos Salgado já fez em Lisboa, o que importa é saber quantos e quais estão para aprovação na Câmara, pois serão estes a ter um real interesse para ele, para os promotores imobiliários e para a Câmara, e incorrem, sem qualquer dúvida, num enorme conflito de interesses.
Aquilo que se adivinhava com os nomes escolhidos parece estar a concretizar-se – e nem vou falar de Nogueira Pinto que também parece estar a comprar o seu lugar no Plano Baixa-Chiado com o apoio a Costa –, a candidatura de Costa não é uma lista concorrente à Câmara com uma ideia para Lisboa, é um sindicato de interesses organizados que, ainda antes de entrar em funcionamento, já começa a ser conhecido. Esse mérito lhe seja dado, assim ao menos as pessoas têm oportunidade de saber naquilo que estão a votar.
10.7.07
Coisas de Comida
O jantar de Domingo (repare-se que o almoço já foi esquecido):
Bifes de frango temperados com limão, Mélange Tangériene e Gengibre, acompanhados por couscous.
Vinho branco Duque de Viseu.
Café Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(ficou a faltar: uma salada de rúcola temperada com azeite e vinagre balsâmico; umas fatias de manga)
Pequeno-almocei ontem:
Torradas de pão de mistura com manteiga e compota de chá Marco Pólo da Mariáge Fréres, acompanhadas pelo excelente “Thé dês Poêtes Solitaires” da mesma marca.
Café Arpeggio (Nespresso).
(ficou a faltar a fruta, talvez num sumo de tangerina)
Almoço:
Umas singelas salsichas frescas com arroz branco e um ovo estrelado.
Capriccio (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou, por manifesta incúria, uma saladinha de tomate e pepino – temperada com azeite, vinagre de vinho branco e flor de sal – e também um pouco de queijo da Ilha de S. Jorge com compota de framboesa.)
Jantar:
Lombos de pescada no forno em papel de alumínio, temperados com noz-moscada, pimenta, louro e um pouco de piripiri seco, acompanhados por uma salada de tomate com manjericão fresco e batatinhas novas no forno.
Decaffeinato Intenso (Nespresso) e um Português Suave.
(faltou queijo fresco com pão de mistura)
O almoço de hoje foi:
Sopa de legumes.
Chocos grelhados com batata cozida e salada de alface e cenoura.
Salada de frutas.
Café e um Português Suave.
(faltaria uma salada mais completa e um adequado molho de vinagrete para os chocos)
Quanto à cadeia acho que vai ficar por aqui. Não vou passar, por hora, a ninguém esta mensagem. Sim, um pouco desmancha-prazeres, é um facto, mas enfim, assim será.
P.S. O almoço de Domingo foi mesmo muito mau, mesmo dentro do escolhido, que já nada de bom augurava, estava mesmo muito mau, daí a caridade de não partilhar um momento tão traumatizante.
O escândalo do debate
Uma imagem do debate
5.7.07
Lisboa
O fascínio de Lisboa deve-se em muito a sítios quase secretos, quartos escondidos, na aparência reservados a iniciados de uma qualquer sociedade, mas descobertos com facilidade por quem tenha na vida a procura como um fim e, como Corto Maltese, sempre esteja em busca de um tesouro perdido, de mais um tesouro perdido, e como Corto não o faça por um espírito mercenário, mas por um simples querer encontrar.
Dias como hoje, com momentos em refúgios de paz e beleza, fazem crer em Lisboa e suspirar com desesperada ansiedade para que a não estraguem, para que a não tornem numa cidade asséptica e anónima, negação absoluta do que sempre foi a essência de Lisboa.
3.7.07
Admirável Social-fascismo
2.7.07
Tangerina e Pêssego
29.6.07
Isto anda bonito
No meio do obscurantismo há sempre alguém que resiste e Manuel Alegre já se insurgiu contra a intolerância do governo. As suas palavras são bem reveladoras do estado em que estamos: "Pretendi educar muita gente no PS dentro desse espírito de tolerância, mas, pelos vistos, sem resultados". Será caso para dizer que apesar de tudo ainda há quem saiba, dentro do partido que nos desgoverna, o que é viver em liberdade numa democracia.
Fumos
28.6.07
Haja (alguma) sensatez
26.6.07
In Memoriam
Sobre a história da quinta não me alongarei, aconselhando para mais informações a consulta do site da DGEMN, apenas gostaria de referir que a Quinta esteve à venda ao longo de três anos, durante quais o Estado português não exerceu o direito de preferência que lhe era devido e após os quais foi adquirida pelo grande mecenas Joe Berardo.
Para melhor legendar as imagens, utilizemos as abreviaturas AB, para Antes de Berardo, e DB, para depois de Berardo.

AB – Num primeiro plano o laranjal em frente, outras árvores à esquerda, vários arbustos e uma enorme sebe à direita. Ao fundo o palácio e a sua loggia.

DB – A vinha industrial em primeiro plano e o palácio e a sua loggia ao fundo.

AB – O jardim de buxo, as trepadeiras, o laranjal, os arbustos, a sebe, e a casa de fresco ao fundo.

DB – O jardim de buxo, a vinha industrial, e a casa de fresco ao fundo.

AB – O jardim de buxo, a sebe e a loggia.

DB – A terraplanagem que aqui aparece destruiu totalmente o sistema hidráulico, de rega por gravidade, que ainda regava o jardim.

Os azulejos hispano-árabes originais foram substituídos por cerâmica industrial.
24.6.07
A coisa
22.6.07
Omnipresença
21.6.07
19.6.07
Coisas do tempo
13.6.07
Uma frase do debate
José Pinto Coelho
Datas III

Sincero obrigado à família Couto.
Datas II

Fresta
Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.
12.6.07
Boa companhia para jantar

Monica Bellucci
Belas Agendas
11.6.07
Diálogos Imaginários
– Com toda a certeza, menino. Já tinha pensado na eventualidade e comprei tomate, pimento e pepino.
– Em definitivo já não concebo uma vida aceitável sem a sua presença, Charles.
– Ora essa, menino. Não diga essas coisas.
– É verdade, Charles. É mais pura verdade.
Será que se tratou?
8.6.07
Consequências da Perigosa Otofobia
5.6.07
Terapia
31.5.07
Esquerda "Dandy"
30.5.07
Saudades
29.5.07
Coisas de árvores
Por terras espanholas o projecto para o Paseo del Prado em Madrid, da autoria do arquitecto estrela Siza Vieira e que previa a destruição de 900 árvores, foi atempadamente apresentado ao público, discutido e combatido, nomeadamente pela Baronesa Thyssen que ameaçou amarrar-se a uma árvore para impedir o seu abate. O arquitecto foi obrigado a descer do seu trono distante, contra vontade, e alterou o projecto poupando as árvores.
Nestas alturas questiono porque ainda vivo em Portugal e continuo, apesar de tudo, a gostar. Idiossincrasias minhas, é o que é.
28.5.07
Lembrete
Democracias
A Taça é verde. Bravo!
A Taça é verde.
Pode ser Veuve ou Bollinger, desde que fresquinho.
Bravo!
24.5.07
Delírio
23.5.07
Anúncio
Após a notícia da candidatura de Carmona Rodrigues este anúncio será divulgado a curto prazo.
Terá enlouquecido?
Ao ouvir isto começo a lembrar-me dos magníficos resorts que rodeiam a Ota, dos famosos hotéis da Abrigada, do enorme hospital de Alenquer, da grande metrópole de Aveiras de Cima, dos Centros Comerciais da Aldeia Galega, das fábricas de Aldeia Gavinha, do perímetro industrial da Carnota. A Ota é um enorme pólo de desenvolvimento e o maior problema da sua escolha é que em poucos anos voltemos a ter um aeroporto no centro de uma grande cidade.
Perante tudo isto fica o espanto, mas resta a hipótese de que, uma vez que a declaração foi feita num almoço, o ministro se tenha dedicado de forma demasiado profunda ao estudo vinícola de Portugal. Assim tudo isto poderia ter algum motivo para sorrir, caso contrário apetece chorar.










