28.4.08
Segundo
Perplexidades
24.4.08
Timing
Não há fome que não dê em fartura
O nosso país
23.4.08
Coisas que acontecem
Essa é que é essa
“Perdeu-se assim a possibilidade de cumprir cinco objectivos essenciais: renaturalizar e facilitar o funcionamento físico da frente ribeirinha; abrir crescentemente ao público as áreas portuárias, que tanto fascínio sempre exerceram; ligar, onde possível, a margem às colinas, aproveitando os desníveis para vencer com imaginação o aterro, como fez Carlos Mardel, no século XVIII, no Cais do Sodré; prever o uso do plano de água para transporte urbano ao longo da margem; e garantir a participação dos vários agentes e dos cidadãos. A reconciliação da cidade com o rio teria de passar por aqui.
Vale a pena ler o artigo na íntegra.
22.4.08
A Guerra das Laranjas
Para as elites do partido, dos jornais e dos blogs, Ferreira Leite é a personalidade que faltava para salvar o PSD. Eu fico-me com duas questões: irá ela conseguir ganhar o partido caso Santana se candidatar; e será que o PSD ainda tem salvação possível depois de se deixar partir em dois pedaços?
As minhas dúvidas sobre Ferreira Leite são muitas, mas é inegável que pelo menos seriedade e responsabilidade podem ser esperadas. Ainda assim, é importante perceber o que fez de Ferreira Leite uma das políticas mais elogiadas do país. À minha memória vem um consulado como Ministra da Educação que trouxe mais estudantes para a rua do que todas as queimas das fitas juntas, atraindo sobre ela um profundo ódio da geração rasca, e a estadia nas Finanças onde a obsessão foi tão grande que ficou a famosa ideia de que não havia vida para além do deficit. Irá Ferreira Leite convencer a “geração rasca” e os portugueses que sofreram na pele com a obsessão do deficit das suas boas intenções? E quais são as suas intenções pois eu, talvez por ignorância própria, não sei muito bem em que ideologia e projecto para o país a senhora se encontra, apenas que foi indefectível de Cavaco e isso, para mim, não é grande carta de recomendação.
Por tudo isto, aguardemos com alguma esperança de que pelo menos o nível político suba uma pouco acima da tasca pouco frequentável em que se tornou.
21.4.08
Coisas pós-Domingo
18.4.08
Naufrágio?
Palavras
17.4.08
Sporting 1
Sporting 2
Sporting 3
Sporting 4
Sporting 5
16.4.08
Coisas deste país
15.4.08
ACPDE
PSD
Snobeiras
11.4.08
Desabafo do dia
Coisas dos Trinta
Ponderação
10.4.08
A guerra das trincheiras
Amália
.
"Vagamundo" (Letra: Amália Rodrigues; Música: Alain Oulman) do albúm “Busto”.
(A gravação é de 1961 e a sua qualidade não é muito boa, pelo que convém aumentar o volume para conseguir ouvir.)
Pela janela
8.4.08
“Prós e Contras” de ontem – I
“Prós e Contras” de ontem – II
“Prós e Contras” de ontem – III
“Prós e Contras” de ontem – IV
Demência ou mau perder
Diálogos imaginários
– Prudência da idade, menino, nunca devemos ir atrás do primeiro brilho do sol.
7.4.08
Boas leituras
3.4.08
Diálogos Imaginários
– Já tinha pensado nisso, menino, até mandei alguns casacos para a lavandaria para poderem ser devidamente guardados, mas ensina a prudência que não se faça desde já a mudança total. No entanto, já tirei algumas camisas de algodão mais fino e troquei as meias de lã para algodão.
– Charles, o que seria de mim sem o seu bom senso.
2.4.08
Causas de Carlos
"Rural communities, and this country's rural way of life, are facing unprecedented challenges ... the country pub, which has been at the heart of village life for centuries, is disappearing in many areas.
By providing new services from the pub, such as a post office or a shop, not only keeps an essential service in the village or brings a new one in."
O blogger, Zé Pedro Amaral, ironiza com a situação, dizendo que esta é mais uma grande, grande causa, das grandes causas do Príncipe Carlos. Tenho Carlos de Inglaterra como uma das mais interessantes e politicamente incorrectas personalidades da actualidade – e já agora das mais, ou a mais, bem vestida. As suas causas podem não ser as da moda nem as fracturantes, mas tem sido intransigente defensor de um real conservadorismo, daquele que quer mesmo preservar as coisas boas, as coisas “deles”. A agricultura biológica, o urbanismo e o ordenamento do território, a arquitectura tradicional ou, agora, o modus vivendi das populações rurais, podem não preocupações importantes para muitos, mas eu tenho para mim que o são e cada vez mais. Há vida para além da economia, do deficit e da Europa, e há uma coisa muito mais importante e que em Portugal até já teve direito um ministério com o seu nome: a qualidade de vida. Esta depende de alguma forma da economia, mas, de modo algum, é em exclusivo subordinada à mesma.
1.4.08
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Voltar
Este fim-de-semana voltei a um dos sítios onde fui feliz, tentando contrariar o já estafado aforismo e buscando momentos bem passados e memórias cada vez mais antigas. Procurei, como sempre, os meus sítios, os meus cantos, os meus becos, uma Salamanca como a deixei – inalterada e estática. Infelizmente o mundo não é livro escrito e publicado e não se compadece com estas nostalgias. Por isso deparei com um bar onde passei muitas e boas noites transformado num restaurante modernaço e o único sítio com café decente com o nome mudado e o café lá servido desafiando a própria definição de café, de tão intragável.
Faltariam sempre as pessoas, as minhas pessoas, mas os sítios físicos sempre foram ajudas à lembrança, permitindo-nos reviver o espaço e imaginar quem noutros dias o povoou. Voltar nem sempre é perfeito, nem para um nostálgico incurável como sou, sempre olhando o passado com um carinho que nem eu por vezes compreendo. Faltou-me muita coisa neste regresso, mas resta sempre muito, demasiado para caber num escrito, resta a alma de uma cidade que é algo muito difícil de destruir. Foi bom voltar, como é sempre bom voltar. Vinicius dizia que a mulher gosta de voltar, talvez não seja só a mulher, decerto que não é só a mulher.
31.3.08
Que bem entregues estamos
25.3.08
Sobre o caso Carolina Michaelis
Fisco II
Fisco I
21.3.08
O Caminho da Cruz - Estação Décima quarta
Jesus é sepultado
«José pegou no corpo de Jesus, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu túmulo novo, que tinha mandado escavar na rocha. Depois, rolou uma grande pedra para a porta do túmulo e retirou-se. Entretanto, estavam ali Maria de Magdala e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.»
Evangelho segundo São Mateus 27, 59-61
O Caminho da Cruz - Estação Décima terceira
Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe
«O centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus». Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres, que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.»
Evangelho segundo São Mateus 27, 54-55
O Caminho da Cruz - Estação Décima segunda
Jesus morre na Cruz
«A partir do meio-dia, houve trevas em toda a região, até às três horas da tarde. E, pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte: "Eli, Eli, lemá sabachthani", quer dizer, "Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?" Alguns dos presentes ouviram e disseram: «Está a chamar por Elias». E logo um deles correu a pegar numa esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la numa cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá! Vejamos se Elias vem salvá-Lo». E Jesus, dando novamente um forte brado, expirou.
Entretanto, o centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus». »
Evangelho segundo São Mateus 27, 45-50.54
O Caminho da Cruz - Estação Décima primeira
Jesus pé pregado na Cruz
«Puseram por cima da cabeça d'Ele um letreiro escrito com a causa da condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". Foram então crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam dirigiam-Lhe insultos, abanavam a cabeça e diziam: "Tu que demolias o Templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!" De igual modo, também os sumos sacerdotes troçavam, juntamente com os escribas e os anciãos, e diziam: "Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se! É Rei de Israel! Desça agora da cruz, e acreditaremos n'Ele".»
Evangelho segundo São Mateus 27, 37-42
O Caminho da Cruz - Estação Décima
Jesus é despojado das suas vestes
«Chegados a um lugar chamado Gólgota, quer dizer «Lugar do Crânio», deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, quando o provou, não quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-Lo.»
Evangelho segundo São Mateus 27, 33-36
O Caminho da Cruz - Estação Nona
Jesus cai pela terceira vez
«É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de opróbrios. Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele se compadece segundo a sua grande bondade.»
Livro das Lamentações 3, 27-32
O Caminho da Cruz - Estação Oitava
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém que choram por Ele
«Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: "Mulheres de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. Pois dias virão em que se dirá: "Felizes as estéreis, as entranhas que não tiveram filhos e os peitos que não amamentaram". Nessa altura, começarão a dizer aos montes: "Caí sobre nós", e às colinas: "Encobri-nos". Porque se fazem assim no madeiro verde, que será no madeiro seco?" »
Evangelho segundo São Lucas 23, 28-31
O Caminho da Cruz - Estação Sétima
Jesus cai pela segunda vez
«Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara do seu furor. Ele me guiou e me fez andar nas trevas e não na luz. (…) Embarrou meus caminhos com blocos de pedra, obstruiu minhas veredas. (…) Ele quebrou meus dentes com cascalho, mergulhou-me na cinza.»
Livro das Lamentações 3, 1-2.9.16
O Caminho da Cruz - Estação Sexta

«O meu Servo cresceu (…) sem distinção nem beleza que atraia o nosso olhar, nem aspecto agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, afeito ao sofrimento, é como aquele a quem se volta a cara, pessoa desprezível, da qual se não faz caso.»
Do livro dos Salmos 27/26, 8-9
«Segredou-me o coração: "Procura a sua face!" É, Senhor, o vosso rosto que eu persigo. Não escondais de mim o vosso rosto, nem rejeiteis com ira o vosso servo. Vós sois a minha ajuda, o Deus da minha salvação.»
Livro do profeta Isaías 53, 2-3
19.3.08
O Caminho da Cruz - Estação Quinta
«Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no, para levar a cruz de Jesus. Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser seguir-Me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-Me".»
Evangelho segundo São Mateus 27, 32; 16, 24
O Caminho da Cruz - Estação Quarta
Jesus encontra sua MãeEvangelho segundo São Lucas 2, 34-35.51
O Caminho da Cruz - Estação Terceira
Jesus cai pela primeira vezLivro do profeta Isaías 53, 4-6
18.3.08
O Caminho da Cruz - Estação Segunda
«Então, os soldados do governador levaram Jesus consigo para o Pretório e reuniram junto d'Ele toda a companhia. Depois de O terem despido, envolveram-n'O em um manto encarnado. Teceram uma coroa de espinhos, que Lhe puseram na cabeça, e, na mão direita, colocaram-Lhe uma cana. Ajoelharam-se diante d'Ele e escarneceram-n'O dizendo: "Salve, ó rei dos Judeus!" Depois, cuspiram n'Ele e pegaram na cana e puseram-se a bater-Lhe com ela na cabeça. No fim de O terem escarnecido, despiram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-n'O para O crucificarem.»
Evangelho segundo São Mateus 27, 27-31
O Caminho da Cruz - Estação Primeira

Jesus é condenado à morte
«Retorquiu-lhes Pilatos: "E que hei-de fazer de Jesus que é chamado Messias" Replicaram todos: "Seja crucificado!" Pilatos insistiu: "Então, que mal fez Ele" Mas eles gritavam mais ainda: "Seja crucificado!" (...) Soltou-lhes então Barrabás. E a Jesus, depois de O ter mandado açoitar, entregou-O para ser crucificado.»
Evangelho segundo São Mateus 27, 22-23.26
17.3.08
Fiz a Mini-Maratona. E sobrevivi. I
Fiz a Mini-Maratona. E sobrevivi. II
O Rio
Não gosto particularmente de tatuagens. Acho os piercings o equivalente aos brincos das vacas, com excepção aos situados no umbigo de barrigas pós-adolescentes, lisas e sem ponta de gordura ou celulite. Nada disto impede que ache que o PS anda, tal como já referi em algumas postas, a alucinar ou a promover a alucinação geral dos portugueses. Agora resolveu fazer um projecto-lei que impede as tatuagens e os piercings a menores de 18 anos. O projecto prevê que o Estado, repito, o Estado, se sobreponha aos pais das crianças e adolescentes e impeça os piercings e as tatuagens. Imagino muitos pais da direita reaccionária a rejubilarem por alguém impedir estas modernices, evitando assim que administrem castigos e se afastem ainda mais dos seus filhos. Eu apenas acho que anda tudo definitivamente louco e que liberdade é de facto um conceito que certa esquerda tem dificuldade de por em prática. Dizem que a idade acomoda as pessoas, eu, pelos vistos, estou numa deriva para o lado libertário da vida. Pelo menos assim parece. Pegando numa letra de um insuspeito poeta da esquerda:
“Eles proíbem tudo,
eles proíbem tudo,
eles proíbem tudo,
e não deixam nada.”
A Europa já nos dá pouca margem de escolha na governação, os governos persistem em proibir e regulamentar quase tudo, qualquer dia vamos parecer frangos criados em aviário, aguardando quietinhos a comida e aprontando-nos pacificamente para uma asséptica morte.
P.S: Porque será que se admira Santos Silva por lhe chamarem fascista?
14.3.08
Coisas da Terra
"Terra", uma música que não cansa ouvir . Diria Caetano vintage, não fosse Caetano quase sempre vintage.
Eça. Actual, como sempre.
Tem de sair com benzina — porque é uma nódoa!”
Eça de Queiroz in "O Conde de Abranhos"
13.3.08
Meio-dia
P.S. Atenção, o acontecimento em causa não é a manifestação do PS. Ainda que a minha sanidade mental por vezes abane, não entrei, por agora, em estado de demência plena.
Da Monarquia II
Da Monarquia
11.3.08
Liberdades
Suicidário
Coincidências
7.3.08
Coisas de uma Voz
Como por aqui as versões são sempre bem vindas – manias minhas –, hoje deixo a estupenda Cesária Évora a cantar “Besame mucho”. Bom som para acompanhar este radioso crepúsculo que anuncia o fim-de-semana.
A propósito de educação
6.3.08
Coisas de polícia
.
29.2.08
Cola
28.2.08
Música para o fim de tarde
Marisa Monte com Paulinho da Viola. Sem mais, porque palavras não são precisas perante esta mulher. São mesmo desnecessárias. Basta ouvir. E que bom é ouvir.
25.2.08
Das esquerdas
Real ou virtual
Sporting perde outra vez
21.2.08
Cores de Lisboa
19.2.08
.
13.2.08
O Bobo da Corte
12.2.08
Timor
Relembrem-se as palavras de Pedro Ayres de Magalhães, escritas para a canção "Timor" dos Resistência:
Iluminam todo o mar de Timor.
Nas montanhas sem dormir, uma luz a resistir
Arde sem se apagar em Timor.
Andorinha de asa negra,Se o teu voo lá passar,
Faz chegar um grande abraço, Dá saudades a Timor.
Eles não podem escrever, Porque vão a combater,
Vão de manhã defender, a Timor.
As crianças a chorar, não as posso consolar
Que eu nunca cheguei a ver, a Timor.
Andorinha de asa negra
Vem ouvir o meu cantar.
Faz chegar um grande abraço,
Sem noticias de Timor.
Nunca mais hei-de voltar ,
Já não posso lá voltar,
À idade de lembrar a Timor.
Andam lá sem descansar, Nas montanhas a lutar
Iluminam todo o mar de Timor.”
8.2.08
Estéticas
6.2.08
Primárias em Portugal
1.2.08
Luto

D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal
(Fotografia de Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico de Lisboa)
Assim se vê a força dos aventais.
Vergonha de ser português I
D. Carlos era, goste-se ou não, o chefe de Estado aquando do seu assassinato, como tal era óbvio e evidente que, em cerimónia em memória do seu selvagem assassinato, estivessem presentes as forças armadas. Seria o mesmo que, se viéssemos em monarquia, fosse negada uma parada militar em honra à morte de um presidente da república, ou seja, algo impensável.
Assola-me uma vergonha profunda de que Portugal tenha sucumbido a esta gente infame e cheia de ódio e que o país esteja, com excessiva rapidez, a perder toda a dignidade que lhe ia restando.
Vergonha de ser português II
29.1.08
Coincidência
Pires de Lima é a ex-ministra da cultura.
Pires de Lima assinou o contrato da colecção Berardo.
Pinto Ribeiro era administrador da Fundação Berardo.
Coincidências
Mário Lino continua a ser o ministro das obras públicas.
