24.6.08
Coisas Boas da Irlanda V
The Dubliners
"The Wild Rover (no nay never)"
23.6.08
Ainda há futebol?
Nestes tempos em que se torna coisa rara encontrar futebol digno desse nome – ou seja, futebol em que as equipas queiram ganhar marcando golo e não esperando que o mesmo lhes caia do céu num erro dos adversários – o jogo entre a Rússia e a Holanda foi uma pérola. Afinal ainda há quem jogue ao ataque, com gosto, com inteligência, com estética. Fora a Rússia mais competitiva – o que se calhar até estragava tudo – e concretizadora e teria esmagado a Holanda com uma cabazada histórica, tantas foram as oportunidade de golo.
Ontem vi o Espanha – Itália e a euforia acalmou, assim como a esperança no futebol, pois as duas equipas fizeram o possível, e quase o impossível, para não marcar golos, num jogo muito mais do que chato e a que só faltou que falhassem penáltis sucessivos de modo a obrigar os próprios guarda-redes a marcar. Perdeu a Itália, o que foi um grande felicidade, porque dali não vem qualquer esperança enquanto de Espanha ainda poderemos esperar algum futebol. Agora, esperar mesmo, só espero que a Rússia mantenha o nível e esmague também a selecção espanhola, numa desforra dos 4-1. Sem piedade e com grande arte.
Ontem vi o Espanha – Itália e a euforia acalmou, assim como a esperança no futebol, pois as duas equipas fizeram o possível, e quase o impossível, para não marcar golos, num jogo muito mais do que chato e a que só faltou que falhassem penáltis sucessivos de modo a obrigar os próprios guarda-redes a marcar. Perdeu a Itália, o que foi um grande felicidade, porque dali não vem qualquer esperança enquanto de Espanha ainda poderemos esperar algum futebol. Agora, esperar mesmo, só espero que a Rússia mantenha o nível e esmague também a selecção espanhola, numa desforra dos 4-1. Sem piedade e com grande arte.
Coisas Estranhas
Ter dado por mim a torcer freneticamente pela selecção da Rússia. Ainda mais quando jogava contra a Holanda. Saltei com golos, praguejei com falhanços e quase acabava no Marquês até me aperceber que não estava em Lisboa.
20.6.08
Ontem
O desespero deve ter sido muito para as bandas da casa de Pinto de Sousa. O país perdeu o ópio e vai, desgraçadamente, ter de ser confrontado com a sua imagem reflectida a um espelho agora desembaciado. Infelizmente ao invés do que se pode augurar para o nosso futuro.
Coisas da Bola I
Sofrer dois golos de bolas paradas, marcados com a facilidade com que se barra manteiga mole numa torrada quente, mostra que o estudo não foi muito lá pelas bandas da selecção. Seria uma maçada para Scolari ter de estudar o jogo dos alemães, até porque o impediria de devorar o curso de inglês do Planeta Agostini e escolher frases da “Arte da Guerra” para passar por baixo das portas dos quartos dos jogadores. Do tempo dos dentes de alho e das bruxas passámos para um estágio bastante mais elevado com a Nossa Senhora de Caravaggio e Sun Tzu. Melhor, muito melhor, mas bom seria aspirar a um futuro de alguma normalidade, não fora um obstáculo chamado Madaíl.
Coisas da Bola II
A memória dos anos que levo sorri sempre que me lembro da selecção quando tinha à sua frente Humberto Coelho. Nunca jogámos tão bem. Nunca as coisas foram tão agradavelmente normais. E boas. O homem está para ir para a Tunísia. Indemnizem os tunisinos com o que poupam em relação ao ordenado de Scolari e façam o Humberto ficar por cá. A bem de todos nós.
Coisas da Bola III
Defender Ricardo tem sido um desporto que pratiquei amiúde. Tudo tem os seus limites e eles ontem foram ultrapassados. O “meu” Sporting que não se lembre de o ir repescar a Sevilha. Deixem o homem a comer tapas e a desesperar os espanhóis e sosseguem Alvalade.
Palavras roubadas
“Houve o rumor de que estava doente e depois a notícia das melhoras, a cura e a entrevista a Rui Ramos. Depois de mais silêncio, a notícia da operação e a ida para casa. De qualquer modo, é muito pouco e não se falar mais de Miguel Esteves Cardoso não prognostica nada de bom para o país. Nada de bom.”
Ao Impensado.
Ao Impensado.
19.6.08
Coisas Boas da Irlanda IV
A fantástica Sharon Shannon e "Mouth of the Tobique"
Provincianismos
Gosto da província e gosto muito de um certo provincianismo. Não suporto o envergonhado provincianismo de urbanos que renegam origens e falam delas com distanciamento, convertidos a uma certa “modernidade”. Ouvir o argumento de que é muito importante para Portugal a ratificação do Tratado de Lisboa, porque o mesmo leva a nossa capital no nome, leva-me ao desespero. Há gente que se disfarça de cosmopolita, mas que nunca se livrará do mau que a província lhe deu, esquecendo as genuínas qualidades que poderia ter aproveitado.
Centralismos
A simples menção de um hipotético Bloco Central escurece este magnífico dia de sol. Ouço aplausos emocionados e veementes dos interesses instalados. Adivinho choros desesperados do povo à custa de quem se terá de sustentar um status quo com o dobro do tamanho.
(À propos das declarações de Marcelo e da moção de Ferreira Leite para o congresso)
(À propos das declarações de Marcelo e da moção de Ferreira Leite para o congresso)
18.6.08
Coisas Boas da Irlanda III
“Under bare Ben Bulben's head
In Drumcliff churchyard Yeats is laid.
An ancestor was rector there
Long years ago, a church stands near,
By the road an ancient cross.
No marble, no conventional phrase;
On limestone quarried near the spot
By his command these words are cut:
Cast a cold eye
On life, on death.
Horseman, pass by!”
W. B. Yeats
Excerto de "Under Ben Bulben".
Coisas Boas da Irlanda II
The Pogues & The Dubliners
"The Irish Rover"
Coisas a ler
“O Yes de Molly Bloom”, de Vasco Graça Moura, hoje no DN.
Coisas da Irlanda
A propósito do mui conveniente “Não” da Irlanda, esta semana dedicarei algumas postas a outras coisas boas de lá vindas.
Coisas Boas da Irlanda
Sinead O’Connor & The Chieftains
"The Foggy Dew"
16.6.08
Descanso
O bom do Santo António deve ter avisado São Pedro que já era demais e que era preciso uma réstia de sol para animar Portugal enquanto a selecção que interessa entrava em descanso. Resultou a demanda em dois épicos dias de praia, num areal em que era possível traçar áreas de influência de mais 50 metros entre as pessoas e a que não faltava um acolhedor bar com música de irrepreensível gosto. Paraíso de sossego em fim-de-semana grande e a pouco mais de uma hora de Lisboa. Para norte, claro, que esse reino dos Algraves não é terra para mim.
Coisas da Europa I
É extraordinário o argumento de que 4 milhões de habitantes, cerca de 1% da União Europeia, estejam a condicionar, de forma desproporcionada, o projecto europeu. Poderia ser por memória curta, mas é mesmo por desonestidade intelectual. Fazem por esquecer qual foi o resultado dos referendos nos outros países? Será que, apesar de prometidos como em Portugal, foram evitados para não permitir à população que se exprimisse? E a nega na Holanda e em França, já foi esquecida? A realidade é que cerca de 53% dos europeus que tiveram o direito democrático a pronunciarem-se votaram “Não”. O resto é o habitual chorrilho de habilidades retóricas que tentam transformar o branco em preto.
Coisas da Europa II
A utopia europeia está a causar uma cegueira que, para quem insiste em querer ver, se torna assustadora.
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