14.7.08
King of the weekend
Roísin Murphy
O mito
11.7.08
O nome do dia
Optimus Alive – Coisas boas
Optimus Alive – Coisas más
10.7.08
Palavras d’outros III
"O sequestro dos senhorios
Pode ser que a chave do mistério esteja na palavra. Afinal, “senhorio” tem uma ressonância nobre, uma sugestão medieval de riqueza e posição. Confirma-o o dicionário, equivalendo-lhe ainda “domínio, posse, autoridade”, além de “propriedade” e “proprietário de casa alugada”. O senhorio é pois um senhor, alguém com posses. Alguém que não merece nem precisa de defesa - um privilegiado. Um explorador, em suma.Assim, à falta de melhor e sobretudo de racionalidade e justiça, se explicam, por uma espécie de psicanálise lexical, as leis e os regulamentos que no País regem os arrendamentos. E se o dicionário também define a palavra como “direito sobre alguma coisa”, é só para certificar que o senhorio tem, por exemplo, o direito de solicitar às autarquias e às finanças que avaliem os estragos que foram infligidos à sua propriedade por dezenas de anos de rendas miseráveis que o impediram de fazer quaisquer obras - impedindo-o agora de actualizar convenientemente o valor das rendas. Mais o “direito” de ser obrigado a aceitar que o inquilino que beneficiou durante décadas da sua assistência social forçada discuta com ele o valor correcto da renda actualizada ou lhe exija obras vultuosas.E tudo isto vem a propósito de quê? Não, não saiu nenhuma lei nova esta semana, nem nas semanas anteriores, nem houve parangonas com qualquer notícia sobre a miséria dos senhorios obrigados pelo Estado a fazer de santa casa dos inquilinos com mais de 65 anos (e aos senhorios com mais de 65 anos, quem fará de santa casa deles?). Nada disso. Apenas soube de um caso prático da extraordinária “nova” lei do arrendamento. Um prédio construído nos anos 60 do século passado; inquilinos que o ocupam desde essa altura; rendas de 40 e 50 euros por apartamentos de 6 assoalhadas que na avaliação da câmara (e que custou mil euros - ao senhorio, claro) mereceram a bitola de “bom”; uma actualização calculada em cerca de 300 euros, que no caso, devido ao facto de os arrendatários terem todos mais de 65 anos, terá de ser progressiva, distribuindo–se por dez anos; protestos de todos os inquilinos. Um deles escreveu aos proprietários uma carta em que, entre outras coisas, exige a colocação de um elevador (mora num 2.º andar e, afiança, ele e a mulher têm dificuldade em subir as escadas).
Quando uma pessoa que paga 50 euros por uma casa onde pagou durante quase 50 anos uma renda ínfima se acha no direito de exigir/sugerir a realização de uma obra que custa pelo menos o equivalente a dez anos de rendas futuras e corresponde a praticamente todo o “bolo” das rendas que pagou desde o início, surge óbvia a conclusão de que, para essa pessoa, o senhorio é um serviçal. Condenado a servi-lo em penitência eterna por ter alguma vez sonhado que um investimento podia ter proveito, que ser proprietário podia ser rentável. O mais grave, porém, é que este delírio não pertence a um excêntrico isolado, mas a uma cultura generalizada e autorizada pela lei. Uma cultura que arruinou os centros das cidades e empobreceu milhares de famílias. Pudessem elas tombar os prédios nas estradas e paralisar o País, outro galo cantaria. Assim, resta-lhes servir a pena - e ter sentido de humor."
Palavras d’outros II
Palavras d’outros I
“É para isso que pagamos impostos. Não é para construir auto-estradas inúteis e estádios de futebol, mas sim para educar e evitar que cheguemos a situações sociais como as que temos hoje."
"Não vejo que se fale de fome na Alemanha ou na Áustria, só aqui é que oiço isso.”
“A dependência alimentar de Portugal do estrangeiro só pode ser limitada com uma revolução completa da política de planificação do território, destinando mais terras à agricultura.”
Estas palavras foram proferidas, ontem, por D. Duarte de Bragança.
9.7.08
Praia
8.7.08
Triste País
O Largo do Rato não é hoje um exemplo de grande qualidade urbana, atravessado que está por um emaranhado de vias, mas ainda apresenta um conjunto arquitectónico de grande valor. Vale mesmo a pena destacar os elementos que se supõe venham a destruídos – o Chafariz do Rato e a Associação Cultural de São Mamede – com a construção em causa. Perante isto o vereador do urbanismo qualifica o edifício, da autoria dos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, como uma provocação que lhe agrada. Gostaria de dizer o que o senhor arquitecto poderia fazer com a provocação, seria aliás o mesmo que lhe aconselharia a fazer com o hotel da sua autoria postado entre a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, por certo outra provocação dada a sua volumetria e magnífica integração na envolvente.
Acho que as imagens mostram muito mais do que palavras.
Depois (imagem via "Lesma Morta")
Uma vez mais não está em causa o desenho arquitectónico, mas uma coisa chamada respeito pela envolvente e pelo enquadramento. Na minha escola ensinaram-me isso, pelos vistos na Faculdade de Arquitectura ensinam, em alternativa, técnicas para massajar o ego a arquitectos com pendor narcisista, por certo com problemas de personalidade mal resolvidos em adolescências infelizes.
Para mais informações vale a pena ler os blogs “Lesma Morta” e Cidadania Lx .
Para assinar uma petição contra este projecto vá aqui.
A fogueira das irresponsabilidades
Uma pornográfica “lei das rendas”, arrastada ao longo dos anos pela cobardia imoral de sucessivos governos, e uma tolerância excessiva para com o abandono dos imóveis trouxe-nos a isto. E infelizmente irá levar-nos a muito mais desgraças, hoje em Lisboa, amanhã no Porto, depois de amanhã em qualquer terrinha de província.
7.7.08
Serviço público
Muito bem filmado, e com uma óptima banda sonora, o programa é guiado pelos comentários de Cadilhe, sempre acompanhado por adequadas intervenções de historiadores. A história não tem de ser chata e pode, e deve, ser contada de forma inteligível e agradável, sendo este programa exemplo disso. Ao juntar o interesse lúdico de um programa de viagens com a pedagogia de uma aula de história, Cadilhe consegue um excelente equilíbrio e um programa de televisão despretensioso, mas com uma qualidade que vai sendo raro encontrar.
4.7.08
Coisas da vida
Capas boas
1.7.08
Temos pena!
Aplausos. (De pé)
Ainda há futebol!
A França foi limpa na primeira fase, a Grécia passou tão despercebida que quase nem me lembrava dela, a Itália perdeu às mãos de quem soube usar as suas cínicas armas, a Alemanha foi andando e chegou até à final. Bastou, chegar à final já foi prémio excessivo para aquele bando de destruidores da arte alheia e aproveitadores da eficácia. Daqui lhes deito a língua de fora, a eles e ao seu treinador com pretensões “fashion”, arrumados que foram pela equipa do velhinho de fato de treino.
Ganharam os nossos vizinhos o que traz sempre alguma irritação. Será evidente que seremos gozados por algum tempo, agora com o argumento que ganharam, sim, eles ganharam e nós nunca ganhamos nada. Teremos de nos aguentar e pensar que antes eles que os alemães. Até porque mereceram, jogaram bem, não deixaram dúvidas sobre a superioridade e a taça está bem entregue. Tive muita pena por Portugal. Tive pena pela Rússia. Felizmente não tive de ter pena do futebol, pois ele acabou por ganhar.
27.6.08
Alerta!
Ainda há futebol?
Ainda vai havendo futebol, mas resta a inquietação de que esse futebol não ganhe no final, dando razão aos anestesiantes treinadores que pretendem mudar, talvez até estatutariamente, o objectivo do futebol, trocando o de “marcar golos” com o de “não sofrer”. Espanha devia ganhar, mas mais importante ainda é que a Alemanha devia perder. E por muitos e vistosos golos, numa humilhação requintada da arte sobre a eficácia, da civilização sobre a força bruta.
Dr. António Sousa Homem
Da apresentação de Maria Filomena Mónica destaco a passagem em que dizia que o Dr. Homem era o tio-avô excêntrico que gostaria de ter tido. Concordo em absoluto, seria aquele tio com quem passaria horas de conversa e longas horas de silêncio afundados nos sofás da biblioteca, por entre pilhas de livros e com um pontual chá a chegar às cinco horas trazido por Dona Eliane.
Apesar da ausência do Dr. Sousa Homem e da sobrinha nesta apresentação, não deixa de ser com algum orgulho que abro a primeira página do meu livro e nela posso ler a dedicatória assinada pelo autor, conseguida por meios que não revelarei. Não o digo com o apreço do valor do objecto dada a sua raridade, mas sim com o gosto da personalização de um livro tão bem escrito e por um tão interessante personagem indiscutivelmente português.
25.6.08
Haja alguém!
24.6.08
Coisas Boas da Irlanda V
The Dubliners
"The Wild Rover (no nay never)"
23.6.08
Ainda há futebol?
Ontem vi o Espanha – Itália e a euforia acalmou, assim como a esperança no futebol, pois as duas equipas fizeram o possível, e quase o impossível, para não marcar golos, num jogo muito mais do que chato e a que só faltou que falhassem penáltis sucessivos de modo a obrigar os próprios guarda-redes a marcar. Perdeu a Itália, o que foi um grande felicidade, porque dali não vem qualquer esperança enquanto de Espanha ainda poderemos esperar algum futebol. Agora, esperar mesmo, só espero que a Rússia mantenha o nível e esmague também a selecção espanhola, numa desforra dos 4-1. Sem piedade e com grande arte.
Coisas Estranhas
20.6.08
Ontem
Coisas da Bola I
Coisas da Bola II
Coisas da Bola III
Palavras roubadas
Ao Impensado.
19.6.08
Coisas Boas da Irlanda IV
A fantástica Sharon Shannon e "Mouth of the Tobique"
Provincianismos
Centralismos
(À propos das declarações de Marcelo e da moção de Ferreira Leite para o congresso)
18.6.08
Coisas Boas da Irlanda III
“Under bare Ben Bulben's head
In Drumcliff churchyard Yeats is laid.
An ancestor was rector there
Long years ago, a church stands near,
By the road an ancient cross.
No marble, no conventional phrase;
On limestone quarried near the spot
By his command these words are cut:
Cast a cold eye
On life, on death.
Horseman, pass by!”
W. B. Yeats
Excerto de "Under Ben Bulben".
Coisas Boas da Irlanda II
The Pogues & The Dubliners
"The Irish Rover"
Coisas a ler
Coisas da Irlanda
Coisas Boas da Irlanda
Sinead O’Connor & The Chieftains
"The Foggy Dew"
16.6.08
Descanso
Coisas da Europa I
Coisas da Europa II
Sláinte
Brindemos à liberdade com pints de Guiness em barda.
Beautiful day – U2
12.6.08
Crisis? What crisis? – I
Crisis? What crisis? – II
Crisis? What crisis? – III
Crisis? What crisis? – IV
Se discutir isto não é discutir ideias, então eu definitivamente já não sei o que é a política.
Crisis? Why crisis?
Depois dizem que crise é inevitável, que não há dinheiro para nada e que o país não tem melhora possível. Aposto que as derrapagens das obras públicas já davam para muita coisa. Façam as contas!
Perguntas da crise – I
P.S. Será que nasceu mais um neto a Manuela Ferreira Leite?
Perguntas da crise – II
Perguntas da crise – III
Do futebol
11.6.08
Sobre o referendo
Votando "Não" ao anti-democrático Tratado de Lisboa, dando assim mais uma lição de Democracia e uma bofetada de luva branca aos eurocratas.
Fazer companhia ao sol
Perplexidade
6.6.08
Bravo TVI!
Bravo TVI! - II
Pinto de Sousa
“As notícias da sua vida prolongada foram manifestamente exageradas.”
5.6.08
Coisas dos Trinta
Isto está bonito!
Neste país, proibir é um dos verbos preferidos, pena que se aplique sistematicamente ao que não deve. Insuspeito de tendências revolucionárias, cada vez mais me apetece sair para a rua e gritar: “É proibido proibir!”.
4.6.08
El breve espacio que no esta
3.6.08
Demagogia
Há fome, há gente hipotecada até ao tutano, há uma imensidão de crédito mal parado e irrecuperável, há prestações de casas incomportáveis, há famílias inteiras em risco de pobreza real.
Túnel do Marquês, Aeroporto de Alcochete, TGV, 3ª ponte sobre o Tejo, auto-estradas por todo o país.
Sistema Nacional de Saúde que não funciona, (in)justiça, património a cair, abandono dos campos e da agricultura.
Allgarve, Lei do fumo, ASAE.
As prioridades deveriam dizer tudo.
Posto assim é óbvia demagogia. Claro que é, aliás, a ninguém pode passar pela cabeça que também é a verdade. Mesmo que seja e, infelizmente, a mais real das verdades.
Palavra d’outros
Gosto de subscrever e gosto assim de ir à feira. Ainda não fui. Ainda não procurei volumes antigos do Tenente Blueberry encontrando o Martin Milan que me faltava. Ainda não persegui pechinchas descobrindo magníficos monos. Na sexta-feira irei, em busca desta feira que eu gosto e que aqui tão bem foi descrita. Talvez encontre por lá o Dr. Sousa Homem, numa rara saída do seu retiro minhoto, por motivo do lançamento do seu segundo volume de crónicas, que dá pelo nome de “Os Males da Existência”. Gostava de o cumprimentar.
2.6.08
A Senhora Presidente
Boas notícias
Gosto de jogadores assim, artistas incompreendidos, irregulares, polémicos.
Laranja e rosa
Grande gozo
30.5.08
Desabafo snob
29.5.08
28.5.08
Telejornal (pouco) imaginário - excerto
O pequeno-almoço consiste, hoje, em sumo natural de laranja do oeste, leite meio-gordo “Mimosa”, chá “Lipton” rótulo amarelo, merendas frescas, pão de centeio, pão de sementes com Ómega 3, croissants, manteiga sem sal “Primor”, compotas “Casa de Mateus” – morango, framboesa e pêssego –, queijo flamengo “Terra Nostra”, queijinhos frescos, requeijão e cereais muesli. Está também à disposição dos jogadores uma zona de buffet quente com ovos mexidos, bacon e salsichas.
Da refeição da manhã destaca-se o apetite de Miguel Veloso, de pronto refreado por alguns colegas que lhe lembraram o estado obeso em já esteve durante a presente época. Ricardo, talvez devido aos nervos de poder não ser titular, denota uma estranha falta de apetite. Quaresma foi o último a descer para o pequeno-almoço, entrando sem dirigir a palavra a ninguém. Petit ainda de preparava para se meter com o seu mau feitio quando foi refreado por Moutinho, que lhe lembrou o facto de ontem Quaresma ter atirado com um prato de pães-de-leite para cima de Nani.
A gasolina subiu, uma vez mais, ontem.
Última hora: Hugo Almeida jogou na equipa dos coletes no treino de hoje da selecção.
27.5.08
Série B
É tão bom ver um filmezinho mau que é quase - muito quase, é certo - bom, um simpático série B com mulheres bonitas, pois além das portuguesas, mãe e filha, aparece ainda a belíssima Theresa Russel num papel secundário.
Perplexidade
Notícia com palavra nova
26.5.08
Época de acasalamento
O acasalamento de outros vai sendo motivo de festa e, porque não, possível ocasião de outros acasalamentos. Este final de semana abriu a minha época anual com um casamento que ficou aquém neste aspecto: pouca população feminina que não a de homens pendurados nos braços ou a controlada por olhares perscrutadores de copo na mão encostados ao bar. Nem jovens primas desocupadas, nem divorciadas frescas, nem tias “balzaquianas”. Fraca escolha. Os noivos pairavam alegres como devem, animando a pista quando esvaziava e distribuindo cumprimentos e sorrisos não fora alguém pensar que já estavam arrependidos do acto consumado. O dia a seguir comprovou que as bebidas não tinham chegado via Sacavém, o que já não vai sendo má notícia. O fígado sobreviveu a uma sôfrega e gulosa prova de doces de ovos capaz de enjoar amadores de doces à séria. Passou o primeiro de uma temporada preenchida. A ver como serão os outros acasalamentos e que, de preferência, sejam mais potenciadores de acasalamentos ou afins. A bem dos solteiros.
(Des)igualdades
23.5.08
Coisas da televisão
A notícia
21.5.08
Diálogos Imaginários
– Tenha calma, menino. Compreendo o seu desespero.
– Eu sei, Charles, mas já é demais. Os casacos até já foram postos de parte, mas esta coisa de continuar com camisolas de lã sem as conseguir substituir pelo algodão, isto quase no fim de Maio, é de levar à loucura a alma mais sã.
– Pois é, menino, o tempo resolveu andar a brincar connosco. Quem diria que S. Pedro tinha tanto sentido de humor.
20.5.08
Coisas da música
Coisas de filmes
19.5.08
Haja algo
16.5.08
Atrasos
Always look on the bright side of life
Imagens
15.5.08
O polícia
Pergunta do dia
O fumo do Sousa
Já vi hossanas ao pedido de desculpa, mas, pergunto eu, o que queriam que o homem fizesse? Desmentir a restante comitiva? Dizer que fez muito bem em fumar num espaço fechado depois de proclamar uma lei que o proibia? Sinceramente há desculpas que não são uma acção, são uma obrigação, e esta era uma óbvia obrigação de um primeiro-ministro que propala a saúde fazendo jogging por esse mundo fora e aprovando leis radicais anti-fumo.
Como neste país os valores e a moral são algo de insignificante, a discussão sobre o fumo de Sousa já anda, como não poderia deixar de ser, no campo legal. Jorge Miranda e Vital Moreira já se pronunciaram sobre o assunto e esta vai ser, já se percebeu, a via por onde a comunicação social vai conduzir o problema. Uma vez mais vão atrás do caminho escolhido por Sousa, pois vai ser um caminho complexo, cheio de pareceres e de contraditórios, que vai ignorar a questão mais importante que é moral. Lembra a questão da putativa licenciatura, nunca esclarecida, mas em que a questão foi empurrada para as formalidades legais de mais difícil prova. O grave do acto de Sousa não é saber se infringiu a lei, é simplesmente ter a distinta lata de fazer aprovar uma “moderna” lei fundamentalista que restringe ao máximo o direito dos não fumadores de fumar em espaços públicos e depois achar, e só achar já é muito grave, que pode fumar num avião fretado pelo Estado Português para transportar uma numerosa comitiva de convidados.
Ainda fica aquela frase final sobre o deixar de fumar. Típica do nosso Sousa, esta desprezível tirada de marketing político, para tentar sair por cima de uma situação de onde sai muito mal visto na fotografia, redunda numa canalhice que faz do povo parvo e tenta que o mesmo o veja como um coitadinho.
A postura ética e moral de Sousa volta a estar em causa, mas isso, neste país de imprensa pouco livre – que saudades de “O Independente” que foi a leilão na semana passada – vai passar ao lado da polémica, pois o importante vão ser, como sempre, os legalismos e os formalismos.
14.5.08
Mundo de merda
Há moralidade, mas só comem alguns
13.5.08
Não será demais?
Aconselho percorrerem o Dicionário de Calão, de onde me atrevo a extrair alguns exemplos, ao estilo “best of”, devidamente comentados (a itálico):
Algodão - Algodão utilizado como filtro na preparação da dose injectável de droga. A partir de um algodão usado pode fazer-se uma “lavagem” e recuperar assim resíduos para uma nova dose (filtro).
Bafinho - Heroína fumada.
Base - Cocaína pronta para fumar. Mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amoníaco e água. É aquecida e posteriormente arrefecida. Por filtragem obtém-se cristais, pedrinha branca pronta para snifar na caneca ou na prata com uma nota enrolada.
Betinho - Aquele que não se droga. Conservador e desinteressante.
Bolha - O aquecimento da heroína transforma o pó em líquido cujo fumo será inalado. “Olha a bolha” expressão irónica reveladora do fascínio que o brilho dessa bolha exerce junto dos heroinómanos, sedução e atracção “irresistíveis”.
Careta - Aquele que não se droga e, por isto é considerado conversador, desprezível e desinteressante.
Curtir - Sentir o prazer da droga. Saborear um acontecimento agradável. Ter prazer. O prazer da droga como um acontecimento agradável.
Dar de pino - Sair do local. Sair de casa. Desabrochar.
Desbroncar - Sair de casa. Clarificar a cena.
Destilar - Processo de preparação de uma substância para injectar, por via endovenosa, a partir de comprimidos ou supositórios. Processo de preparação de comprimidos ou supositórios para os injectar.
Fazer um leitor - Roubar um leitor de cassetes/CD?s de um automóvel.
Fazer uma lavagem - Utilizar um algodão já usado, sem juntar mais droga, para aproveitar o que terá ficado retido nele, e injectar esse caldo. Aproveitar algodão já usado num caldo anterior, sem juntar mais droga, para extrair esses restos e injectar novo caldo.
Febre de limão - Síndroma febril, passageiro, atribuído pelos toxicodependentes à utilização de limões deteriorados na preparação de um “chuto” de heroína.
Garrote - Apertar o braço fazendo sobressair as veias, afim de dar o “chuto”. Cinto para apertar o braço fazendo sobressair as veias para se picar.
Lavagem - Recuperar restos de heroína no algodão de lavagem e na seringa para injectar novamente.
Queca - Ter relações sexuais.
Queimar - Aquecer com o isqueiro a heroína ou cocaína, até fazer a bolha brilhante, cativante e vaporosa cujo fumo será inalado com a ajuda de uma nota enrolada em tubo.
Rush - Nitrato de Amyl.
Shoot - Aspiração nasal de cocaína, heroína, colas ou solventes.
Speed ball - Mistura de uma droga estimulante (cocaína) com uma droga sedativa (heroína), usada por via endovenosa.
Posto isto irei frenético telefonar às minhas irmãs, pois acho essencial que os meus sobrinhos percorram com afincado cuidado este site de modo a ficarem com um Phd em drogas, essencial para a sua vida futura.
No fim uma questão: e não se pode espancá-los, já que por certo não serão despedidos?
12.5.08
Coisas dos Trinta
9.5.08
Coisas da pintura
8.5.08
Coisas
A música é de Angelo Badalamenti, a letra de David Lynch, a voz de Julie Cruise e o álbum é o fabuloso “Floating into the night”.
“Rockin´back inside your heart”.
Tell your heart that I'm the one
Tell your heart it's me
I want you
Rockin' back inside my heart
Shadow in my house
The man he has brown eyes
She'll never go to Hollywood
Love moves me
I want you
Rockin' back inside my heart
Tell your heart, you make me cry
Tell your heart, don't let me die
I want you
Rockin' back inside my heart
Shadow in my house
The man he has brown eyes
She'll never go to Hollywood
Love moves me
I want you
Rockin' back inside my heart
She'll never go to Hollywood.
Do you remember our picnic lunch?
We both went up to the lake
And then we walked among the pines
The birds sang out a song for us
We had a fire when we came back
And your smile was beautiful
You touched my cheek and you kissed me
7.5.08
Diálogos Imaginários
– Pois é, menino, no ano passado queixava-se que não houve primavera, este ano parece querer o verão antecipado.
– Charles, acho isso uma maldade, só queria dias de sol primaveril a inundar a casa com a alegria da luz.
– O que lhe falta é ler boa poesia, talvez amenize o problema. Whitman pode ser uma boa escolha.
– Talvez tenhas razão, Charles. Como sempre acho que tens razão.
Ideias
A não campanha de Manuela Ferreira Leite faz-me pensar se, caso perca as directas, o seu destino não será o MEP. A juntar a um movimento sem ideias, nada melhor que a política da ideia única, até porque a respeitabilidade cai sempre bem a um partido em formação.
Aplausos de pé
Num país em se tolera tudo a José Eduardo dos Santos, um dos grandes criminosos que este mundo gerou, haja alguém que venha chamar os bois pelos nomes.








