18.6.09

Confrangedor

Foi uma triste noite. Aquele sentimento de vergonha alheia. Sócrates a tentar a humildade e a serenidade na entrevista à SIC. Embaraçoso. Tudo soou a falso, a encenado, a uma cena estragada por um mau actor. Lembrei-me de Diogo Morgado, dos actores dos “Morangos com Açúcar”, de grande parte dos actores portugueses quando fazem cinema. Erros de casting, erros na profissão, gente deslocada, “Lost in Translation”. Pode-se gostar, ou não, de Sócrates, mas a sua versão genuína é coerente. Eu não gosto, já não suporto mesmo, mas admito que faz sentido, ele é assim.
A sua versão delicodoce e calma foi penosa, mas ainda assim a sua genuinidade estava lá, ao manter o conteúdo apesar de camuflar a forma. Tudo assim foi ainda mais falso, pois ver alguém que quer passar por humilde dizer que está muito satisfeito consigo mesmo e que os únicos erros que se lembra, talvez por problemas de memória, são a falta de verbas para a cultura e uns pequenos erros de explicação de algumas reformas, diz tudo sobre a sua humildade.
O pior estava, ainda assim, reservado para o fim, quando escolheu um golpe baixo para dizer o que o distingue de Manuela Ferreira Leite, referindo duas “boutades” da líder do PSD para escarnecer dela e mostrar a sua genuína agressividade e arrogância. Talvez com isto se engane outra vez na forma, porque o povo português parece não gostar de faltas de respeito e Ferreira Leite é, pelo menos, uma senhora vetusta e que se dá ao respeito. Fico curioso de ver um debate entre os dois e de ver se Sócrates, perante Manuela, voltará a comportar-se como uma menino mimado, arrogante, impertinente e mal-educado. É que estas coisas são intrínsecas e só um grande actor pode conseguir superá-las, coisa que ontem se provou que Sócrates não consegue ser.

17.6.09

Acreditar, ou talvez não

Ver Sócrates em versão humilde é tão credível como se Manuela Ferreira fizesse um peeling, um lifting e um implante mamário, aparecendo de roupa justa e sexy a distribuir frenéticos beijos e a saltar exuberante em comícios, apregoando promessas e mostrando um optimismo ébrio.

16.6.09

Jamais

TGV na gaveta. Pelo menos até ver, o bom senso forçado lá chegou ao governo. Confesso um enorme gozo em ver o ministro Lino das certezas a recuar nas suas decisões inabaláveias e definitivas.

O quereres

Sócrates quer maioria absoluta para governar sozinho.
Eu, cá por mim, quero o primeiro prémio do Euromilhões. E até pode nem ser sozinho.

7.6.09

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Bem organizada esta coisa de já estarem a apresentar sondagens para as Legislativas que ... coisa estranha, dão vitória ao PS, assim como todas as que foram feitas antes destas europeias. Acreditará quem quer, mas a ver na exactidão destas...

Vale a pena pensar nisto

4,65% de votos em branco. Talvez desse para eleger um deputado.

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I de repente tudo mudou.

Copyright de um amigo meu no Facebook.

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Hoje pode ser o princípio do fim.

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Afinal é possível.

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A grande diferença entre Rangel e Vital é definitivamente a humildade. Bem à vista no discurso de vencedor de Rangel.

Intolerável

Para as nossas televisões parece que em Portugal só há cinco partidos. Ainda não vi um único resultado de pequenos partidos, nulos e brancos.

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Estou muito preocupado com a possível extinção dos sapos ao longo desta noite. Andam a ser engolidos por tanta gente do PS e do PSD que temo que desapareçam com demasiada rapidez. 

Ilusionismo

Parece que os espelhos multiplicadores de gente presentes nos comícios do PS afinal eram mais elaborados do que parecia. Fica a dúvida se não eram mesmo imagens virtuais.

Preocupante

No século XXI, BE e a CDU têm juntos mais de 20% dos votos.

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Alguém chamará incompetentes ou manipulados aos institutos que debitaram sondagens absolutamente erradas durante semanas a fio?

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Será que os resultados se devem a uma campanha negra ou a uma urdidura?

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Vital Moreira discursa e parece mais despenteado do que o costume. Além de votos, parece que faltou laca.

Enorme boa disposição

Regozijo com os resultados provisórios das eleições.