20.5.08

Coisas de filmes

Manoel de Oliveira recebeu ontem uma Palma de Ouro do Festival de Cannes pela sua carreira. O “meu” cinema não passa por Oliveira, mas reconheço a sua qualidade e aceito a sua coerência. Aliás, assim não fosse e a sua obra não seria reconhecido internacionalmente. O problema em Portugal é que quase todos os realizadores pretendem ser um “novo Oliveira” – com toques de modernidade, um perlimpimpim de mais introspecção e uns brilhos baços de neo-neo-realismo – contudo sem o talento de Oliveira. A consequência é que o cinema português se tornou numa total inexistência, pontuado por esparsos e escassos filmes visíveis. O original sempre foi melhor do que a imitação e Oliveira não é, de facto, imitável, até pelas idiossincrasias da sua vida e da sua carreira.

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