26.7.04

Fresco

Ontem senti um prazer maldoso, quase pecaminoso. O país derretia sob este céu opaco e abrasivo e chegavam notícias de uma Lisboa acima dos 40 graus. Placidamente estava na praia, uma forte brisa soprava tirando a vontade de entrar na água. O calor parecia algo de distante e vago. O país queixava-se e eu, refrescado, passeava no areal ou abancava em frente de um fresquinho vinho branco. As praias do Norte não são para todos, não são em definitivo para quem gosta de se sentir um lagarto e suar em cima da toalha. Ontem a velha Figueira era um paraíso nas nossas terras. Aqui foi possível estar na praia e duvidar da credibilidade das notícias do calor. Acredito que nem todos gostem, a mim o dia de ontem soube-me a pato, a um belo e suculento “magret” de pato com molho agridoce. O resto será conversa, mas o que me custou mesmo foi ter de voltar a esta gigantesca estufa em que se transformou Lisboa. O que vale é que só faltam uns dias para voltar, e agora para ficar para umas calmas férias.

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